Resenha | Lendário (Trilogia Caraval, vol. 2)

“Era por isso que o amor era tão perigoso. O amor transformava o mundo em um jardim, tão atraente que era fácil se esquecer de que pétalas de rosas eram tão efêmeras quanto sentimentos, que após algum tempo elas iriam murchar e morrer, não deixando nada além de espinhos.” Stephanie Garber, Lendário

Após o mundo das irmãs Dragna ser virado de cabeça pra baixo no primeiro livro da trilogia Caraval, em sua continuação direta embarcamos em uma aventura ainda mais perigosa e sombria. [ATENÇÃO: essa resenha contém spoilers de Caraval! Resenha disponível aqui]

O Caraval nunca acontece duas vezes seguidas em um curto período de tempo, mas se há um bom motivo para abrir uma exceção, com certeza é o aniversário da Imperatriz do Império Meridiano.

Scarlett e Donatella Dragna embarcam com os atores de Lenda para Valenda, capital do Império Meridiano, para o seu segundo Caraval. Scarlett está decidida a ficar de fora do jogo dessa vez, visto que ainda nem se recuperara de sua recente vitória e do trauma de ver sua irmã morrer diante dos seus olhos , porém sua irmã caçula não pôde se dar ao luxo de tal escolha já que dependia da vitória no jogo para alcançar um prêmio maior que todos os outros: encontrar sua mãe.

Diferente de Caraval, Lendário é narrado por Donatella Dragna em sua jornada para encontrar a mãe Paloma Dragna que desapareceu quando as filhas eram crianças.

Ainda no primeiro livro descobrimos que Donatella estava se correspondendo com um homem de Valenda que teria encontrado sua mãe, mas essa informação vinha com um preço: a verdadeira identidade de Lenda!

Entre muitas mentiras, segredos, revelações, pactos e SANGUE (muito sangue), o Caraval acaba extrapolando as linhas da imaginação e se tornando mais real do que o esperado. Donatella se encontra literalmente entre a cruz e a espada, em um jogo de vida ou morte.

Confesso que demorei pra engatar no estilo de narrativa da personagem principalmente pelo fato de que terminei Caraval com um certo ranço da Donatella porém, com o decorrer dos capítulos a gente começa a entender o lado dela da história e quanto mais conhecemos suas qualidades e defeitos, mais a amamos.

Ansiosa para o último livro da trilogia, porém resolvi dar uma pausa antes de encerrar a história pra não rolar uma ressaca literária!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | Caraval (Trilogia Caraval, vol. 1)

“– Acho que cometi um erro.
– Então, transforme-o em algo melhor.” Stephanie Garber, Caraval

Caraval é um livro mágico. Um dos livros mais mágico que eu já li na minha vida. Pense alto, em sonhos engarrafados, relógios que congelam o tempo, vestidos que trocam de cor e de formato conforme seu humor, castelos que brilham no escuro. Esse tipo de mágia!

Embarquei na leitura do primeiro livro da trilogia sem saber nada sobre a história (assim como eu faço com a maioria dos livros) e me surpreendi demais ao descobrir um mundo de fantasia muito diferente de tudo que eu já li. Uma fantasia que não precisa de dragões, fadas ou sereias para ser absolutamente fantástica.

Em Caraval acompanhamos a tragetória das irmãs Scarlett e Donatella Dragna em busca de sua liberdade. As jovens vivem presas em uma pequena ilha onde seu pai, um homem cruel e sanguinário, é a autoridade máxima.

Scarlett conhece muito bem e sonha acordada há anos com o Caraval, um misterioso e supostamente mágico espetáculo que acontece anualmente, sempre em locais diferentes do Império Meridiano. Ela envia cartas e mais cartas para Lenda, o idealizador do evento, implorando por um convite, mas sempre sem resposta.

Até que um dia, as irmãs são surpreendidas com os tão sonhados convites que irão mudar suas vidas para sempre. Ao embarcar em busca de sua liberdade e do sonho de participar do Caraval, Scarlett e Donatella se deparam com um mundo que jamais imaginaram existir, nem mesmo em sonhos (ou pesadelos).

O livro tem muitos plot twists, por volta da metade tudo toma um rumo muito sombrio e quando eu achei que a história estava se perdendo tudo virou de ponta cabeças novamente e eu acabei AMANDO e me surpreendendo demais com o desfecho!

Ah, obviamente como toda boa história também temos romance aqui, um enemies to lovers/grumpy sunshine da melhor qualidade, mas tudo muito suave e nada de cenas picantes, então podem ler em público tranquilamente.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | Melhor do que nos filmes

“Minha herança foi saber que o amor está sempre no ar, é sempre uma possibilidade e sempre vale a pena.” ―  Lynn Painter, Melhor do que nos filmes

Depois de uma jornada intensa lendo Fourth Wing, resolvi ler um romance pra espairecer e escolhi Melhor do que nos filmes, que eu já tinha visto algumas pessoas recomendando nas redes sociais.

E meus amigos, que livro FOFO! Levei um tempo pra me cativar pela história, já que saí de um livro super complexo e caí de paraquedas em um romance de adolescentes no ensino médio, cheio daqueles dramas típicos que estamos acostumados. Mas depois que engatei, devorei a história como se minha vida dependesse disso.

O livro conta a história da Elizabeth Buxbaum (mais conhecida como Liz), uma adolescente que perdeu a mãe quando era muito jovem e desde então tornou-se uma verdadeira fanática por filmes de comédia romântica, algo que herdou da mãe, com quem os assistia quando era criança.

Ela é diferente da maioria das garotas da sua idade (afinal, ela é a protagonista, né?), usa vestidos floridos, sapatos de boneca e seu ideal de diversão é passar as noites sozinha, comendo pipoca e assistindo seus preciosos filmes. Além disso, é uma romântica incorrigível que acredita que algum dia irá encontrar o “cara ideal” e ser feliz para sempre.

E esse cara ideal com certeza não é seu vizinho. O terrível, mas absurdamente lindo Wesley Bennett, que mora na casa ao lado de Liz desde que os dois eram crianças e dedicou boa parte da sua vida em tornar a de Liz miserável, podia ser amado e querido por todos a sua volta, mas com certeza não por Liz (como alguém viciado em comédia romântica não percebeu pra onde isso aqui estava indo?).

Quando Michael Young, um amigo de infância de Wes e Liz, volta para a cidade depois de anos morando no Texas, a protagonista vê seu retorno como um sinal, já que o garoto foi seu primeiro amor e se encaixava perfeitamente no papel de “cara ideal” que ela construiu com o passar dos anos.

Porém, Michael continua vendo Liz como a criança que brincava de pique-esconde com ele anos atrás e não como uma jovem atraente e possível par romântico. É aí que entra nosso enredo principal. Liz decide pedir ajuda a Wes para conquistar Michael e convencê-lo a convidá-la para o baile de formatura.

E é aí que a diversão começa! Melhor do que nos filmes nos presenteia com um enemies to lovers unilateral maravilhoso, já que a gente sabe que o menino que irrita a menina na verdade nunca odiou ela de verdade, né? E ao mesmo tempo nos cativa com momentos profundos em família, aborda de uma forma muito delicada a questão do luto e de como ele muda a vida das pessoas, além de explorar a amizade e a mentalidade adolescente em sua forma mais pura, com todo o caos, a incerteza e é claro, os hormônios.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | Fourth Wing

“A dragon without its rider is a tragedy. A rider without their dragon is dead.”― Rebecca Yarros, Fourth Wing

No final de 2023, próximo do lançamento de Iron Flame, continuação de Fourth Wing, essa jornalista que vos fala foi influenciada por uma youtuber gringa a mergulhar de cabeça em um livro de quase 600 páginas, em inglês (a tradução oficial só vai ser lançada no Brasil em março/2024).

Decidi que essa seria a minha primeira leitura de 2024 e que forma incrível de começar o ano! Fourth Wing é o primeiro de cinco livros da série Empyrean, da escritora Rebecca Yarros. O primeiro foi lançado em abril de 2023 e o segundo em novembro. Ou seja, se você entrar nesse universo agora, vai ter que esperar um pouco pra saber o restante da história, assim como eu e milhares de pessoas ao redor do mundo (eu sei, não é fácil).

Em Fourth Wing nós embarcamos em uma jornada mágica, em um mundo onde dragões, grifos e magia são reais e onde adolescentes são treinados em uma escola especial para se tornarem “montadores/cavaleiros” de dragões.

Na escola chamada Basgiath, localizada no reino de Navarre, esses jovens passam diariamente por desafios de vida ou morte e apenas os mais fortes tem a oportunidade de serem escolhidos por dragões, os quais possibilitam que seus escolhidos se tornem capazes de usar magia.

Nossa protagonista, Violet Sorrengail, treinada durante toda a sua vida para ser uma escrivã, se vê obrigada pela mãe, a General Lilith Sorrengail, a entrar para o quadrante dos montadores de dragões, sem qualquer treinamento ou aviso prévio. A partir daí, acompanhamos a evolução da personagem, de alguém cuja única força era sua inteligência, para uma das maiores guerreiras de Navarre.

Além de Violet, outro grupo de alunos também é obrigado a entrar para o colégio de guerra: os “marcados”. Eles são os filhos dos rebeldes, filhos dos líderes que há anos tentaram derrubar os líderes de Navarre, causando milhares de mortes. Todos possuem marcas no corpo, como tatuagens, feitas com o intuito de destacá-los entre os demais. Entre eles está o líder da Quarta Ala (Fourth Wing) Xaden Riorson, filho do líder da rebelião e o montador mais poderoso da sua geração.

Todos os personagens de Fourth Wing são incrivelmente bem trabalhados, desde os protagonistas até cada um de seus colegas e amigos. O livro é intenso, tem muitos nomes pra decorar, um mapa complexo, descrições mega detalhadas que exigem toda a nossa criatividade, mas vale a pena cada segundo!

Fourth Wing é uma montanha russa de medo, terror, dor, pânico, paixão e muito poder! Isso que eu nem falei dos dragões, que eu achei que seriam apenas secundários e acabaram sendo alguns dos melhores personagens do livro.

Se você estiver pronto pra mergulhar de cabeça em um universo do qual você nunca mais vai querer sair, não perca mais tempo e comece a leitura AGORA! Eu estou com o segundo livro engatilhado, mas como o terceiro só está previsto para dezembro/2024 acho que vou esperar um pouco, porque o luto já está grande demais apenas lendo o primeiro.

ps: o livro tem bastante hot, então se for menor de idade: NÃO LEIA! Obrigada.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

 

Resenha | A pequena padaria do Brooklyn

“Ser corajoso é reconhecer seus limites e se arriscar mesmo assim” – Julie Caplin ( pequena padaria do Brooklyn)

Após cair de amores pelo primeiro livro da série Destinos Românticos: O Pequeno Café de Copenhague, corri de braços abertos para o livro dois: A Pequena Padaria do Brooklyn, protagonizado pela nossa já conhecida Sophie Benning, uma jornalista inglesa especializada em culinária.

Essa história se passa após O Pequeno Café de Copenhague e nos mostra uma Sophie de coração partido após descobrir que foi enganada por anos pelo namorado e que decide agarrar com unhas e dentes a oportunidade de fazer um intercâmbio de trabalho por seis meses em Nova York.

Ela chega nos Estados Unidos sem rumo algum, sem saber quem é, o que gosta ou o quer, exatamente da forma como todos se sentem após terminar um relacionamento longo e que supostamente iria durar ‘para sempre’. Mas isso começa a mudar quando ela conhece Bella, a locatária do seu apartamento e dona de uma padaria cheia de charme no mesmo prédio.

Bella também acontece de ser prima de um dos colegas de trabalho de Sophie, o garanhão, colírio para os olhos, homem mais popular de NYC, também conhecido como Todd. Desde que Sophie e Todd se conhecem algo é deixado muito claro: ELA NÃO DEVE (NÃO PODE!) SE APAIXONAR POR ELE! Um tipo bem clássico de romance que eu A-M-O, a trupe da menina diferente de todas as outras que pode consertar todos os traumas do mocinho.

Com o passar dos meses os dois acabam virando amigos, Todd se disponibiliza a mostrar a cidade pra Sophie, os dois ajudam Bella com frequência na padaria, Sophie vira a dupla de lei de Todd em todos os eventos sociais de trabalho, etc etc. Tudo como amigos…

Até que um dia isso muda. Um pequeno gesto vira o mundo dos dois de ponta cabeça e ambos se encontram enfrentando dilemas, traumas, medos e precisam de muita coragem pra superar suas diferenças.

Esse é um livro leve, mas ao mesmo tempo cheio de gatilhos quando se trata de relacionamentos e principalmente pessoas dramáticas haha por muitas vezes eu quis pegar o Todd pelos ombros e esbofetear o bom senso pra fora dele, mas infelizmente não era uma possibilidade.

Assim como o primeiro livro da série, esse te faz mergulhar de cabeça no destino escolhido, Nova York, o Brooklyn. Te faz viajar com as descrições precisas dos aromas, os detalhes da padaria e das noites em claro de Bella e Sophie fazendo bolinhos. É um livro encantador, mágico até.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Resenha | O Segredo da Empregada (A Empregada 2)

“Eu sempre ajudo. Eu nunca, NUNCA consigo virar as costas, mesmo quando eu deveria.” ― Freida McFadden, The Housemaid’s Secret

O livro The Housemaid’s Secret (tradução livre: O Segredo da Empregada) foi lançado em julho de 2023 e por esse motivo ainda não possui versão traduzida para português, porém, após ler o primeiro livro eu não consegui aguentar e mergulhei de cabeça na minha primeira leitura em inglês EM ANOS!

Eu já li alguns thrillers muito bons na vida, mas nada chega aos pés do que a autora Freida McFadden atingiu com esses dois livros (leia aqui a resenha do primeiro livro: A Empregada).

Após ler A Empregada eu confesso que não fiquei tão empolgada com a continuação, porque na minha cabeça não tinha como fazer aquela história e aquela personagem render muito mais do que aquilo. Inclusive lembro que pensei “ah, agora que já sabemos a fórmula, provavelmente será a mesma no próximo”. Que inocência da minha parte!

Em The Housemaid’s Secret acompanhamos novamente nossa protagonista Wilhelmina “Millie” Calloway se metendo em confusão. Anos após ter saído da casa de Nina e de ter ‘acidentalmente’ matado seu chefe abusador, Millie tenta levar uma vida normal, está cursando Serviço Social na faculdade e trabalhando como empregada e babá. Por mais que as coisas sejam difíceis, ela está segurando as pontas e tentando se manter fora de encrenca.

Porém, isso não dura muito tempo e após perder seu emprego ela acaba sendo contratada pelos Garricks para limpar seu apartamento luxuoso em Manhattan, além de cozinhar e fazer outras tarefas da casa.

Já no primeiro dia Millie percebe que algo está errado na casa dos Garricks. Wendy, a esposa do homem milionário que a contratou, nunca sai do quarto, e Millie escuta constantemente barulhos estranhos vindo do aposento.

Os Garricks tem um segredo e Millie não vai descansar até desvendá-lo.

Se você está esperando qualquer coisa meramente semelhante ao primeiro livro, faça um bom chá, escolha um lugar confortável pra sentar e prepare-se para a maior surpresa literária que vocês vão ter esse ano.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | Coraline

“Ser corajoso não signifca não ter medo. Ser corajoso significa estar com medo, muito medo, mas mesmo assim fazer o que é certo” – Neil Gaiman, ‘Coraline’

Coraline (2009) é um dos meus filmes de Halloween preferidos da vida! Porém eu só descobri recentemente que o longa é uma adaptação de um livro escrito pelo autor Neil Gaiman e publicado em 2002.

Me apaixonei pela versão ilustrada da editora XXX, porém, como vou me mudar e não posso mais comprar livros físicos, acabei lendo a mesma versão, porém no Kindle (assim consegui ver as ilustrações incríveis, mas é claro que não foi a mesma coisa).

Confesso que foi uma leitura demorada e arrastada, pelo fato do livro ser EXATAMENTE como o filme, parecendo inclusive um roteiro do mesmo, então o leitor acaba não se surpreendendo em nenhum momento durante a leitura, mas isso não torna o livro ruim, de forma alguma, apenas repetitivo pra quem já viu o filme milhares de vezes.

No filme temos o personagem Wybie, que acaba se tornando amigo de Coraline e exerce um papel fundamental no desenvolvimento do enredo. Porém, esse personagem não existe no livro e Coraline passa todo o tempo apenas com o gato, a srta. Spinky e a srta. Forcible.

Além disso, achei a personagem muito mais sagaz, inteligente e menos ‘chata’, digamos assim, no livro do que no filme. Mas ela realmente age mais como uma criança de verdade agiria no filme do que no livro. No livro ela resolve todos os problemas e sai de todas as enrascadas sozinha, sem a ajuda do Wybie, que no filme é responsável por salvá-la diversas vezes.

Fora esses pequenos apontamentos, tenho quase certeza que todas as cenas do livro estão na adaptação cinematográfica (vou ter que re-assistir pra confirmar) e arrisco dizer que o filme de 2009 é uma das melhores adaptações de livros que eu já vi, tendo se aprofundado ainda mais na história do que o livro, o que é algo raro.

Nota: ⭐⭐⭐

Resenha | Vermelho, Branco e Sangue Azul

“Às vezes você simplesmente pula e torce para que não seja um penhasco.” – Vermelho, Branco e Sangue Azul

Depois de muito ouvir sobre essa história que conquistou o mundo no último ano, finalmente li Vermelho, Branco e Sangue Azul (li em um dia, alguns dias após a adaptação estrear no Prime Video). E que surpresa agradável!

Pra quem não conhece, Vermelho, Branco e Sangue Azul conta a história de amor improvável entre Henry, o príncipe da Inglaterra, e Alex Claremont-Diaz, o filho da presidenta dos Estados Unidos.

Fazia muito tempo que eu não me sentia tão cativada quanto me senti por esses dois personagens, que são desenvolvidos de uma forma tão leve, gostosa e intensa ao mesmo tempo. Eles são cheios de camadas, cada um possui seus próprios dilemas na vida e ambos se encontram encurralados diante desse amor que tem tudo pra dar errado.

Ele começa com um enemys to lovers de qualidade, o que me ganhou já de primeira, e se desenvolve para um dos romances mais puros e lindos que eu já tive o prazer de testemunhar (por meio de palavras haha).

Pra quem viu o filme e não leu o livro, a essência é a mesma, porém temos algumas diferenças bem importantes. No livro temos um aprofundamento na descoberta do Alex como bissexual, algo que já está mais esclarecido na adaptação, mas é de extrema relevância no livro. Também temos mais personagens, que acabam enriquecendo a história, como a irmã mais velha do Alex, a June, o senador Rafael Luna, que é uma grande inspiração para o Alex no mundo da política e acaba se tornando uma peça chave na trama principal, e é claro, a mãe do príncipe Henry, que desempenha um papel relevante quando o príncipe precisa enfrentar a rainha (sim, no livro temos uma rainha).

A estrutura familiar do Alex foi completamente alterada no filme, o que eu acho que tirou um pouco da profundidade do personagem, já que no livro seus pais são divorciados, o que desencadeia diversas discussões e reflexões, e ele também tem a irmã mais velha, que sempre foi um alicerce na sua vida.

O trio da casa branca (Alex, June e Nora, a neta do vice-presidente), fizeram muita falta no filme também. Entendi a ideia de unir as duas personagens femininas em uma só, mas achei que de toda forma a Nora do filme foi zero relevante pra história, o que é bem triste quando comparado com o livro.

Essa resenha virou uma comparação entre filme e livro, mas vamos fazer o que, não é mesmo? Vamos considerá-la como uma espécide de: VALE A PENA LER O LIVRO SE EU JÁ VI O FILME? E a resposta é: SIM!

O livro é muito mais profundo, aborda temas mais relevantes, os personagens tem mais camadas e são mais bem explorados, assim como o passado dos protagonistas. As cenas de drama são MUITO MAIS TRISTES (chorei de soluçar) e o livro também tem muito mais política, algo que foi completamente deixado de lado na adaptação. E pra encerrar a resenha e a comparação: o final do livro é muito mais fechadinho e satisfatório para os fãs do casal!

Com certeza um dos melhores romances da minha vida e o defenderei até o final. HISTÓRIA, HEIN?

Nota:⭐⭐⭐⭐

Resenha | A Empregada

“Ele não faz ideia de que isso é só o começo.” A Empregada, Freida McFadden

Quero começar essa resenha dizendo que A Empregada é com certeza o melhor livro de suspense que eu já li na minha vida (eu não devo ter lido mais de três, mas vocês conseguiram pegar a ideia, certo?).

O livro conta a história de uma jovem de 27 anos chamada Millie, que após passar 10 anos na cadeia e passar por altos e baixos para arrumar um trabalho, acaba sendo contratada como empregada de uma família muito rica. Nesse novo emprego ela é responsável por, bem, absolutamente tudo: cozinhar, limpar, fazer as compras, cuidar da filha dos patrões e qualquer outra função ordenada pela sua chefe Nina.

Outro ponto muito importante aqui é que Millie passa a viver na casa dos chefes, em um pequeno quarto no sótão, anteriormente utilizado como depósito.

Tudo parece estranho na casa dos Winchester desde o dia um. Nina, esposa, mãe e chefe de Millie, é uma pessoa completamente instável. As vezes é simpática, as vezes um pesadelo, manda a empregada fazer coisas e depois diz que não mandou, é um pesadelo na terra.

Com o passar dos meses Millie começa a descobrir a sujeira jogada pra baixo do tapete da família Winchester e a se questionar se está segura vivendo nessa casa.

Esse livro tinha tudo pra ser um suspense clichê, tudo parece tão óbvio, tão evidente, até que em exatamente 50% da leitura as coisas começam a mudar drasticamente e a realidade é muito diferente e MUITO PIOR do que vocês podem imaginar.

O livro é eletrizante e envolvente do início ao fim. Me peguei inúmeras vezes falando “NÃO É POSSÍVEL!”, porque essa história é simplesmente uma das coisas mais criativas, inteligentes e surpreendentes que eu já tive o prazer de ler.

Recomendo de olhos fechados!

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | O Pequeno Café de Copenhague

“O bom dos erros é que você pode consertá-los.” – Julie Caplin (O pequeno café de Copenhague)

Após perder a promoção que tanto almejava para um colega de trabalho, que era também seu atual ‘namorado’, Kate recebe a oportunidade de atender um cliente da Dinamarca que está abrindo uma loja em Londres.

Ao fisgar o cliente, a nossa Relações Públicas favorita precisa viajar com um grupo de seis jornalistas para a capital da Dinamarca, Copenhague, como parte do plano de marketing do cliente. E essa viagem acaba se tornando muito mais do que apenas negócios!

Preciso começar falando como amei o fato de o livro abordar profissões da minha área (sou jornalista por formação), porque esse detalhe permitiu que eu me conectasse muito mais com a rotina de trabalho e os dilemas profissionais.

Mas fora esse pequeno detalhe, particular meu, o que esse livro mais tem são pontos positivos.

É um romance leve, gostoso, que migra de uma rotina competitiva de trabalho na cidade grande para uma viagem cheia de descobertas e turismo e ainda mistura tudo isso, obviamente, com romance na medida certa.

O romance aqui é o meu tipo preferido. É um enemys to lovers leve, que evolui de uma forma natural e não se arrasta por metade do livro. O casal tem seus problemas, mas trabalham nos seus sentimentos e resolvem os conflitos, não ficam se lamentando e trazendo mais drama do que o necessário para situações que podem tranquilamente ser resolvidas. ELES RESOLVEM! A protagonista também tem seus dramas internos, mas eles só são apresentados para que a gente possa vê-la os superando.

Eu não tenho palavras pra descrever como amei o elenco secundário, principalmente os seis jornalistas e Eva, a dona do café de Copenhague que se tornou uma personagem tão importante na história. Esse livro é cheio de personalidade, personagens cativantes, ele te dá um quentinho na alma e te deixa com aquela vontade de viajar, fazer amigos e tomar uma xícara de café.

Eu li o livro de 352 páginas em 2 dias e sinceramente não tenho nenhum apontamento negativo. Ele se tornou com muita tranquilidade a minha leitura favorita de 2023 até o momento.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐