De volta pra minha terra!

Olá! Tudo bem com vocês?

Hoje fazem 5 dias exatos que cheguei ao Brasil, que convivo com a minha família no dia a dia e que morro de saudades constantemente do meu namorido!

Só quem retorna pra casa depois de tanto tempo longe sabe como é estranho o sentimento. Eu mantive contato diário com a minha família quando estava no Brasil, e talvez isso tenha sido um dos motivos pra eu ter reagido ao meu retorno da forma como eu reagi.

Mas o ponto principal é que eu não senti NADA, isso mesmo. Do momento em que eu cheguei, até agora, ainda parece que eu nunca sai daqui. As coisas estão exatamente iguais, as pessoas estão exatamente iguais, e isso me assusta um pouco, porque é difícil ser a pessoa nova que eu sou perto das pessoas antigas, mas a ultima coisa que eu quero é voltar a ser o que eu era, Deus me livre!

A sensação de estar em casa, dormir na minha cama, estar no meu quarto, são sensações extremamente familiares pra mim, e eu acho particularmente bizarro como um ano todo se passou, e eu sinto como se tivessem sido dias.

Minha vida estava muito boa nos EUA, muito estável, eu estava muito feliz, então obviamente eu me pego o tempo todo sentindo saudades, comparando aqui com lá e etc, e acho que também é devido a isso que eu nunca senti tanta saudade assim de casa.

Os primeiros meses nos EUA foram os mais difíceis, a adaptação foi um pesadelo, eu tive muita homesick e chorei como nunca havia chorado antes, mas os últimos 6 meses, nos quais eu não era mais AU PAIR, e também não morava mais com estranhos, mas sim com o amor da minha vida, foram os melhores 6 meses da minha vida, e a saudade virou apenas uma lembrança.

Resolvi escrever esse texto, não apenas para atualizar vocês de tudo que esta acontecendo na minha vida no momento, mas também como uma lembrança pra mim mesma sobre esse momento tão importante. Vou tentar registrar em forma de texto o máximo que eu conseguir sobre esse tempo tão importante pra mim!

Um beijo!

cuplover_arabesco

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Dia dos Pais | Os melhores pais da televisão

Primeiramente, feliz dia dos pais a todos os pais e ‘pães‘ que estão lendo esse post!

Nessa data tão especial eu decidi trazer pra vocês um post falando dos melhores pais da televisão, ou pelo menos os meus favoritos! Vamos seguir então com a minha lista de paizões da porra!1Tio Phill – O primeiro paizão da nossa lista é o melhor pai/tio que você respeita, um dos melhores personagens do clássico Um Maluco no Pedaço, o Tio Phill. Ele sempre foi uma figura forte, firme, as vezes mal humorado, mas acima de tudo um homem com um coração gigante, que nunca media esforços quando se tratava dos seus filhos ou do tão amado sobrinho, Will.
2Danny Tanner – O pai do século. Pra quem não conhece, Danny Tanner é o paizão da família Tanner, da série Três é Demais. No enredo, após a morte da esposa, ele se encontra sozinho com quatro filhas para criar, e mesmo com todas as dificuldades ele sempre deu muito amor e carinho pras suas meninas. Um exemplo de como ser um bom pai!3Marlin – O pai que correu meio mundo atrás do seu menininho, ou peixinho, como preferirem, com certeza merece ser citado. Um dos melhores filmes infantis de todos os tempos, Procurando Nemo nos mostra como amor de pai não tem limites.4Charlie Swan – O pai que sempre me fez dizer: “Ah como eu queria que ele fosse meu pai!”. Quem me conhece sabe que minha saga favorita é e sempre foi a saga Crepúsculo, então eu já assisti nosso amado Xerife Swan sendo o paizão que ele é milhares de vezes. Desde o primeiro filme ele sempre teve MUITOS motivos para se preocupar com a nossa protagonista. Acidentes, doenças, pesadelos, más companhias, desaparecimentos, até a gravidez inesperada e a vida misteriosa que ele teve que assimilar no último filme. Eu sempre fui e sempre serei #TEAMCHARLIE!5Julius – “Quando eu era garoto não precisava de roupa especial, ter roupa já era especial.” Se você já assistiu Todo Mundo Odeia o Chris (o que todo mundo já deve ter feito), vai reconhecer essa frase e o jeitinho clichê de falar de dinheiro que apenas o pai do Chris tem. Ele sempre foi durão, mas sempre arrancou boas risadas do público e sempre fez o melhor pelos seus filhos.6Christopher Gardner – Um dos melhores e mais dramáticos filmes de um dos meus atores favoritos, Will Smith arrancou lágrimas de todos no filme A Procura da Felicidade, onde ele interpreta um pai solteiro, com a vida em ruínas, que passa por todos os perrengues possíveis para dar pro seu filho uma vida digna. Se você ainda não assistiu esse filme, hoje é o dia!7E por último, mas não menos importante, o pai mais amado da televisão mundial, e também o mais engraçado e excêntrico de todos, Homer Simpson. Apesar de todas as brincadeiras, piadas e loucuras desse paizão, lá no fundo a gente sabe que ele ama seus filhos e faria de tudo pra eles. Existem muitos episódios na série em que vimos o quanto ele abriu mão na vida para que as crianças tivessem uma vida melhor, como por exemplo o episódio em que ele volta a trabalhar na usina quando descobre que a Marge está grávida da Maggie.

Au Pair no more

Primeiramente, boa tarde! Hoje eu vim falar com vocês sobre uma coisa que eu já falei faz algum tempo no canal, mas nunca compartilhei com quem me acompanha aqui no blog, vim falar sobre a minha saída, não abandono, apenas uma saída emergencial, pro meu próprio bem, do programa de Au Pair.

Quando eu tomei a decisão de vir para os EUA, eu nunca imaginei que tantas coisas poderiam dar errado, e ao mesmo tempo nunca imaginei que tantas coisas erradas poderiam me levar até as coisas certas, mas a vida, e esses meus 11 meses de EUA, me mostraram o contrário.

É claro que eu esperava concluir o meu ano como Au Pair, é claro que eu queria viajar o país todo, ter uma host Family maravilhosa e crianças que eu amava, e por um tempo eu até tive uma pequena parte disso. Tive viagens que vou lembrar pra sempre, e crianças que eu amava do fundo do meu coração, mas infelizmente, a sorte não sorriu pra mim no quesito famílias. Na verdade ela pode até ter sorrido da primeira vez, mas quem sabe o calor do momento, o choque cultural, a homesick que me pegou desprevenida, me fizeram tomar a decisão de sair de lá, e vir para a Flórida, lugar que eu odeio, by the way, mas foi onde eu encontrei amigos que eu levarei pra vida toda, amigos que me apoiaram nos momentos mais difíceis, quando nem eu mesma sabia o que fazer, e o mais importante, encontrei o amor que eu achava que nunca encontraria.

A vida surpreende a gente, assim como eu falei em um dos últimos posts aqui do blog, todas as nossas decisões, todas as coisas boas e ruins, nos trouxeram onde nós estamos hoje.

Eu estou virada de cabeça pra baixo, quase completando meu primeiro ano de EUA, com a passagem comprada pra casa e planos a mil por hora para o ano de 2018. A ansiedade de voltar pra casa e rever as pessoas de quem eu sinto tanta falta, mas também o medo e a angustia de deixar pra trás a pessoa mais importante que eu podia ter encontrado no mundo.

Mas é como eu costumo dizer, a vida é uma caixinha de surpresas, é feita de escolhas, que consequentemente te levam a pessoas e a lugares. E você sempre vai ter aquele E SE na cabeça, mas o mais importante é tentar ao máximo usar as coisas ao seu favor, ser feliz da maneira que for possível.

E pra todas as pessoas que me julgaram e me julgam pelas minhas decisões, eu estou feliz, então não importa o comentário que você fizer, não importa o quanto você achar que sabe de mim, sendo que na verdade não sabe de nada, eu vou continuar feliz, muito mais feliz do que eu era como Au Pair. E no fim não é sobre isso que a vida se trata? Ser feliz, no matter what?

Agora deixo vocês com o famoso vídeo do fim do programa de Au Pair na minha vida, e com esse texto, talvez vocês possam entender um pouco mais da história!

Suas escolhas te trouxeram até aqui

cuplover_arabescoVocê acredita que tudo acontece por um motivo?

Até uma certa etapa da minha vida eu sofria por antecedência, pensava demais, agia pouco, e me arrependia constantemente. Com os anos isso foi se tornando um fardo, praticamente insuportável de se carregar, a vida ficou pesada, nada tinha cor, toda e qualquer decisão era motivo para uma crise de nervos e qualquer erro cometido resultava em mais algum bom tempo de auto reprovação.

Mas como muitos falam, o tempo é nosso amigo, e ele trouxe o conhecimento de muitas coisas que na época eu não conhecia.

As escolhas continuaram sendo tomadas, mas não mais erradas, porque no final, nenhuma escolha é errada, toda e qualquer escolha que você já fez na sua vida, te tornaram a pessoa que você é hoje, e te trouxeram para o lugar onde você esta.

Talvez esse lugar não seja ainda o que você almejava, mas estar onde você esta agora, é apenas mais um estimulo para te fazer mudar o destino e seguir outros caminhos.

Pense bem, se você tivesse o poder de mudar qualquer coisa no seu passado, qualquer mínima coisa, uma pessoa que você conheceu, uma noitada em que você perdeu totalmente o juízo e a memoria, uma briga, um emprego que você largou… o que essa mudança desencadearia?

 A dor precisa ser sentida, a vida precisa ser vivida. Se sentir o amor, deixe-o transbordar, se sentir medo, se aventure, pare de dizer não, pare de arrumar desculpas e mais desculpas, de desmarcar compromissos. Diga sim para a vida, saia, se divirta, tente ao menos uma coisa nova por mês, por semana, por dia. Saia da sua zona de conforto, nada de incrível acontecera enquanto você estiver nela. Faça uma lista de coisas que você nunca fez, coisas que você vê os outros fazendo e pensa “Uau, e se fosse eu?”, e as faça, corra atrás dos seus objetivos, não deixe a vida passar em branco, e não tenha medo de amar.

Não se arrependa das suas escolhas, mas sim aprenda com elas, evolua, cresça, floresça, seja uma pessoa melhor, dia após dia. VIVA!

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Mãe, eu sou mulher

Mãe, quando eu tinha 8 anos de idade todos os meninos da escola faziam graça com o meu nome, me davam apelidos e me diminuíam.

Eu nunca fiz nada, e até ai tudo bem. Mas aos 10, mãe, eu aprendi a me defender, e ai, ouvi pela primeira vez a frase “Você tem que agir como uma menina”. Mas o que, pra eles, era agir como uma menina? Apanhar em silêncio? Ver meus sentimentos sendo destraçados sem piedade e não fazer nada?

Mãe, aos 14 anos alguém me falou “Você deve ser lésbica, afinal, nunca teve um namorado”. Na época isso me ofendeu, hoje em dia eu penso, quem me dera ser, poder viver cercada dessa raça maravilhosa que somos nós, as mulheres, mas afinal, por que eu precisaria de um homem pra ser considerada MULHER?

Aos 15, mãe, eu virei mulher, e mesmo amando, e mesmo feliz, eu ouvi “Nenhum homem direito vai te querer agora”, e mãe, eu me pergunto, essa frase deveria mesmo me afetar tanto? Porque eu não senti nada.

Aos 18 eu aprendi que a vida esta ai pra ser vivida. Eu vivi. E eu descobri, das piores formas possíveis, que eu não podia pegar um ônibus sozinha a noite para ir para a balada, porque minha saia era contra as regras de vestimenta noturna. Descobri que não podia entrar na balada sozinha, porque todos no lugar me olhariam torto e os homens cairiam matando como se eu fosse carne em uma churrascaria. Descobri que se eu viajasse sozinha, andasse sozinha, comprasse sozinha, vivesse sozinha, eu estava dando direito total a estranhos para se apropriar e abusar de mim.

Mas eu nunca entendi o porquê, mãe. Eu chorei, eu pensei, eu tentei entender, eu aprendi a viver. Aprendi a carregar uma faca na mochila para ir pra escola as 6 da manhã, aprendi a usar um sobretudo para ir pra balada, mesmo que depois eu tivesse que pagar chapelaria, aprendi a fingir que estou no telefone com o meu namorado quando estou sozinha na rua e algum estranho passa ao meu lado, aprendi a olhar pra baixo e seguir caminho quando alguém me fala coisas grotescas na rua, porque se eu me defender, algo ainda pior pode acontecer, mas por que, mãe? Eu preciso entender.

E hoje, eu entendi.

É por que eu sou guerreira, sou forte, sou independente, sou inteligente e cheia de vida, vou atrás dos meus sonhos e não desisto até alcançar meus objetivos, muitas qualidades, não é mesmo? Mas aparentemente nada disso importa, mãe, porque eu nasci MULHER.

cuplover_arabesco

Feliz dia internacional da mulher pra cada uma de vocês, batalhadoras, guerreiras, que lutam dia após dia para um mundo justo e seguro para cada uma de nós. Nós merecemos, e nossa luta não é só hoje, mas todos os dias!

Solidão

O tempo cura, o vento leva, é o que me foi dito

Todos os males que sofri, e que tenho sofrido.

E  é tão engraçado como o vazio preenche

Cada pedacinho do nosso corpo inconsciente.

Procurar amor em cada pessoa na rua,

mas depois descobrir que são todas frias, e cruas.

A gente não sabe o que tem até o dia que perde

a gente não ama quem ama a gente, isso não é coerente.

Me disseram um dia pra não ficar onde não sou aceito

mas o que a gente faz quando não se tem mais jeito?

– Fernanda Tomás

Sobre 2016

Sei que já gravei um mini vídeo pro canal falando como eu me sinto a respeito desse ano que se passou, mas eu sei que me saio muito melhor com palavras escritas, e sei que ainda tenho muito mais coisas pra falar, então aqui estamos, falando sobre 2016.

Eu nunca tive tanto pra falar sobre um ano da minha vida. Até 2015, eu sempre estive na escola, sempre tive um namorado, nunca vivi muitas aventuras e nem me arrisquei a fazer muitas coisas novas. Sempre vivi na zona de conforto e sempre estive bem com isso. Mas 2016 foi diferente, e sou muito grata por isso.

Em 2016 eu resolvi mudar os trilhos da vida, sair da rota pré planejada onde eu deveria sair da escola e entrar na faculdade, e embarcar em uma nova aventura.

Em agosto de 2016 a menina do RS que fala “leite quente” e toma chimarrão todo fim de tarde com a família, a mesma que nunca saiu da casa da mãe, a não ser pra morar com o pai, entrou em um avião pela primeira vez, e embarcou sozinha, pro outro lado do mundo.

Foi difícil me adaptar a tudo. A saudade castiga. Quem vê de fora acha lindo, um sonho, “como ela é sortuda por estar lá”, “não pode reclamar de nada, afinal, muitos gostariam de estar no lugar dela”, “se é pra sofrer que seja nos EUA”, essas são apenas algumas das frases que a gente escuta todo santo dia na nossa vida de estrangeiro.

Mas é tudo uma ilusão. A gente viaja, a gente é feliz por breves finais de semana, por uma semana de férias, pelo tempo que esta com os amigos, mas e o restante? E a vida por trás das fotos? E o choro de madrugada por não sentir que pertence aquele lugar e por sentir que ninguém realmente gosta ou se importa contigo?

E esse papinho de “se é pra sofrer que seja nos EUA”, não meus amigos, a frase correta é “se for pra sofrer, que seja ao lado de quem você ama, pra receber um abraço e uma palavra amiga”, essa sim é a frase certa. E metade das pessoas que “dariam qualquer coisa pra estar no nosso lugar” não aguentariam essa barra nem por metade do tempo que a gente aguenta.

Mas 2016 não foi de todo o ruim. Foi sim um ano de descobertas, um ano de novidades, de sonhos se realizando, de viagens, de crescimento pessoal, de memórias que vão ficar comigo pra sempre, foi um dos melhores anos da minha vida no quesito experiências. Eu sai da zona de conforto, e isso é algo que merece um premio. Mas 2016 também não foi um mar de rosas, e é isso que eu vim trazer pra vocês nesse texto.

Não olhem pra grama do vizinho, aproveitem o que vocês estão vivendo, no momento em que estão vivendo. Eu, Fernanda, e muitas outras au pairs ao redor do país, dariam TUDO, eu disse TUDO pra passar o natal no calor do Brasil comendo uva passa e ouvindo os parentes chatos falando besteira, e trocariam toda a vida americana pra poder abraçar quem a gente ama na virada do ano.

Façam 2017 valer a pena, não importa onde vocês estejam. E qual é o meu objetivo pra esse ano? Começa com B  e termina com L, e a sua bandeira é verde e amarela. Logo logo eu to de volta minha terra natal!

Feliz ano novo!