Resenha | Anne e a Casa dos Sonhos

“Tudo bem, a vida pode ser um vale de lágrimas, mas suponho que algumas pessoas gostam de chorar.” – Anne e a Casa dos Sonhos

Chegamos no penúltimo livro da coleção Anne de Green Gables (contados pela própria Anne, sem contar os apêndices, é claro), e desta vez Anne está casada, mais madura do que nunca e pronta para viver sua tão sonhada vida em sua perfeita Casa dos Sonhos.

Em Anne e a Casa dos Sonhos, Anne e Gilbert se mudam para Four Winds, uma cidade portuária. Gilbert trabalha como médico no centro da cidade, enquanto Anne passa os dias em sua amável casinha, que fica mais afastada, próxima do farol e do mar.

Nesse local remoto, o jovem casal não conta com muitos vizinhos, se não a jovem Leslie, o experiente capitão Jim, responsável pelo farol da cidade, e a amarga Senhora Cornélia, que tem a maior aversão aos homens e a língua extremamente afiada.

O livro tem início com o belíssimo casamento de Anne, que acontece em Green Gables, seu lar da infância. É um momento marcado por emoção e despedidas, seguido pela partida do casal para sua nova vida. E esse é praticamente o único momento que temos em todo o livro que remete à antiga vida de Anne em Avonlea.

Se em Anne de Windy Poplars já havíamos nos afastado do antigo universo onde Anne viveu na infância, agora, depois de casada e com uma casa só sua, nos afastamos ainda mais. Porém, nossas queridas Marilla e Rachel Lynde visitam a casinha dos sonhos com frequência.

Pela primeira vez, temos uma descrição um pouco mais aprofundada da relação entre Anne e Gilbert, algo que não tivemos desde o começo da história, por mais que os bebês ainda cheguem carregados por uma cegonha (acho hilário como a autora consegue remover toda e qualquer atração carnal de suas descrições, transformando tudo em um perfeito conto de fadas).

Anne chega a sua Casa dos Sonhos aos 25 anos e vive 2 anos de altos e baixos, risos e lágrimas, entre aquelas quatro paredes. Tantas histórias são contadas ao longo desses anos em frente à lareira. Eu acho particularmente incrível assistir a forma como ela consegue construir laços tão intensos em todo lugar que vai e amei acompanhar o desenrolar da sua amizade com os novos personagens desse livro (por mais que eu quisesse estapear a Leslie em alguns momentos).

Os novos personagens são bem peculiares e possuem suas próprias histórias e tramas que vão se desenvolvendo ao longo do livro. Isso dá um ar diferente à história, que deixa de girar unicamente em torno de Anne. Também temos um capítulo inteiro do livro narrado por ele, Gilbert Blythe, o que eu achei muito bacana e acho que poderia ter se repetido mais.

Outro ponto interessante desse livro em questão é o momento sombrio e depressivo pelo qual Anne passa, o que trouxe a história pra mais perto da realidade e mostrou que nem mesmo as pessoas mais felizes conseguem se manter positivas o tempo todo.

Com 27 anos e dois anos inesquecíveis vividos em sua casinha dos sonhos, Anne e Gilbert finalizam as 256 páginas se mudando para uma nova casa, onde com toda certeza serão ainda mais felizes e poderão expandir sua pequena e adorável família.

Obs: Estou começando hoje o último livro da coleção, Anne de Ingleside, onde Anne já tem 34 anos. Não estou preparada para me despedir dela, de sua mente brilhante e suas descrições minuciosas. Eu não leio muito, e há quase um ano estou mergulhada nesse universo e não sei se estou pronta pra sair.

Resenha | Anne de Windy Poplars

“Ninguém é velho demais para sonhar e sonhos nunca envelhecem.” – Anne de Windy Poplars

E chegamos ao quarto livro da série da nossa amada Anne Shirley! Confesso que estou muito apegada nessa menina, no seu universo, e zero preparada para me despedir.

No quarto livro acompanhamos a personagem de seus 22 aos seus 25 anos de idade. Durante esses três anos, ela se muda para a cidade de Summerside, onde conseguiu uma vaga como diretora de uma escola local. Lembrando que ela conseguiu essa vaga por ser formada em Letras!

Assim que chega na cidade, Anne consegue um quarto em uma casa na Rua dos Fantasmas. E como era muito comum para a época todas as casas terem nomes, assim como Green Gables, essa casa não era diferente, sendo chamada de Windy Poplars.

O livro é dividido em três partes: ano um, ano dois e ano três, que são os três anos de contrato que a Anne assinou com a escola.

Outro ponto importante sobre esse livro em particular é que ele é quase completamente composto por cartas enviadas da Anne para o Gilbert, que se mudou também para cursar Medicina. Eu gostei bastante desse formato, já que ele acaba trabalhando a relação dos dois, mesmo que à distância.

Claro que eu senti falta de algum romance nessas cartas, já que as páginas românticas eram sempre omitidas, e eles ainda avisavam que tinham omitido, bem frustrante.

Fora isso, esqueçam todos e todas as pessoas que conheceram até então na nossa jornada com Anne Shirley. Não teremos Diana, nem os vizinhos de Green Gables, muito menos as colegas de universidade nesse livro. Todos eles foram completamente deixados para trás. Anne ainda visita Green Gables diversas vezes durante o livro, mas as descrições focam muito mais nela aproveitando os momentos em casa, do que nas pessoas a sua volta.

Consequentemente, recebemos dezenas de personagens novos, como os Pringles, que são a elite de Summerside e fazem o primeiro ano de Anne na cidade um verdadeiro caos, as viúvas de Windy Poplars e Rebecca Dew, que recebem a professora de braços abertos, e é claro, a pequena Elizabeth.

Windy Poplars se torna um lar, não apenas para Anne, mas para nós leitores, que nos sentimos acolhidos e abraçados quando Anne senta em frente ao fogão de seu quarto na torre para observar o cemitério e ouvir o vento.

Esse é com certeza um dos meus livros favoritos até o momento, pois explora a fundo a vida de Anne como indivíduo, como adulta, finalmente desbravando o mundo e aprendendo com seus erros. Cada ligação que ela constrói com os residentes de Summerside é significativa e soma muito na história.

Me apeguei profundamente em diversos personagens, em Summerside e principalmente em Windy Poplars e nos pequenos detalhes da rotina de Anne, Rebecca, as viúvas e Rusty Miller, o gato que deu tanto pano pra manga.

Ao finalizar a leitura confesso que lacrimejei, sentindo o mesmo que Anne ao se despedir de seu novo lar. Concluímos essa parte da história com uma Anne madura, decidida, que encontra em seu prometido (Gilbert, é claro), um porto seguro no dia a dia, e anseia pela sua vida juntos.

É simplesmente APAIXONANTE!

Resenha | Anne da Ilha

” – Provei o mundo e ele já não veste as cores do romance que costumava usar.” – Anne da Ilha

O terceiro livro da coleção que inspirou a série Anne with an E, da Netflix, nos apresenta a uma Anne mais velha, mas ainda com muito a aprender e amadurecer.

O livro começa com uma Anne de 18 anos, pronta para embarcar em uma nova aventura: a faculdade. Ela parte para uma nova cidade, onde irá viver os próximos 4 anos de sua vida, como universitária. Após viver um tempo em pensões, Anne e suas amigas alugam uma adorável casinha na cidade e contratam uma governanta, a tia de uma das meninas.

Primeiramente, uma das coisas que me incomodou muito, principalmente na primeira metade do livro, foi a falta de detalhes a respeito da faculdade em si. Na verdade, Anne passava cerca de 2 a 5 páginas de um capítulo na faculdade, e em seguida embarcava novamente para Avonlea, fosse para um feriado, férias, Natal ou algum casamento.

Eu tive a impressão de que, mesmo se passando 4 anos nesse livro, e com a Anne na faculdade na maioria desse tempo, a faculdade foi deixada em segundo plano, algo que eu não gostei muito. Ela citava que frequentava eventos, que participava de clubes, que tinha provas, mas nós nunca fomos levados com Anne para as aulas, não sentimos o gostinho da competitividade acadêmica que é tão natural da personagem, nem fomos aos bailes e concertos.

Confesso que senti que Avonlea deveria ter sido deixada para trás, pelo menos parcialmente, nesse livro, e que deveríamos ter sido mais introduzidos ao novo mundo onde Anne estava vivendo. Mas não foi bem o que aconteceu.

Como citei anteriormente, mesmo Anne estando muito mais velha, ela ainda tem muito a aprender e amadurecer. Como toda jovem, ela comete muitos erros, mas o pior é que ela erra e insiste no erro, e algumas vezes se torna cega diante de respostas óbvias, o que também me irritou bastante.

Uma coisa que me pegou muito da metade para o final da leitura, foi o fato de Anne começar a perceber o mundo mudando a sua volta e sentir que estava sendo deixada para trás. Ela se força a deixar alguns devaneios de infância de lado e fazer o que é preciso para melhorar.

Ela mergulha em um mar de melancolia ao retornar a Green Gables após a formatura, que eu entendo até demais, ao perceber que tudo a sua volta está diferente, menos ela, e pensar em como ela queria voltar a ser criança, mas não pode.

Nesse momento de melancolia, a garotinha sonhadora dos primeiros livros desaparece, e é aí que tudo se esclarece na mente de Anne e ela saí dessa situação uma mulher, pronta para enfrentar os altos e baixos da vida adulta (mas não se preocupem, a sonhadora cheia de firulas continua lá).

No geral, eu amei a leitura. Entendo que as partes iniciais que me irritaram foram escritas com esse objetivo. Anne precisava viver o que viveu, sentir o que sentiu, quebrar a cara como quebrou, para chegar ao ponto em que chegou no fim da história e estar pronta para seguir em frente.

Ansiosa para o restante da história da nossa menina (já estou apegada nesse nível).

“‘Nem todas as lições se aprendem na faculdade’, pensou. ‘A vida pode ensiná-las em todos os lugares’. ” – Anne da Ilha

Resenha | O Castelo Animado

“Sinto muito. Eu já fugi demais em minha vida. E finalmente eu tenho algo para proteger: você.” – O Castelo Animado

Após ter uma das maiores surpresas e uma das melhores experiências cinematográficas dos últimos anos ao assistir o filme O Castelo Animado, um anime do clássico Studio Ghibli, não pude resistir ao saber que o longa era inspirado em um livro e comprei a obra no mesmo dia.

Poucos dias depois, cá estava eu mergulhada no universo de Howl, o devorador de corações, Sophie, a velha ranzinza, e Calcifer, o demônio do fogo.

Para aqueles que também assistiram ao filme e se interessaram pelo livro, já lhes adianto: o livro, como sempre, é MUITO mais completo. Todas as brechas, histórias pela metade e coisas um tanto sem sentido que vemos no filme, são explicadas detalhadamente nas 368 páginas do livro.

Porém, além de termos algumas boas explicações, muita coisa é diferente na versão original da história. Pra começar, a família da Sophie é uma peça chave em toda a trama, suas irmãs e sua madrasta, que mal é citada no filme. O espantalho, personagem tão marcante no filme, aparece aqui também, mas de uma forma um pouco diferente, sendo tudo, menos amigo de Sophie, que morre de medo do coitado.

As personalidades dos protagonistas foram traduzidas com maestria para a telinha, Howl é egocêntrico como nunca, sedutor e fascinado pela sua própria beleza, Sophie é velha antes mesmo de ser velha e encontra no Castelo Animado uma chance de quebrar o terrível feitiço que lhe foi lançado, Calcifer não vê a hora de se livrar de Howl, mas ao mesmo tempo não sairia dali por nada no mundo, já Michael, que no filme se chamava Markl e era uma criança, no livro é um personagem completamente diferente.

Ele é alto, magro, de pele negra e tem um belo romance com uma das irmãs de Sophie (eu falei que elas são muito importantes, mas não entrarei em mais detalhes). No livro podemos acompanhar a dinâmica do Castelo de forma mais detalhada, e a construção da relação entre Sophie e Howl é muito mais significativa.

Também temos muito mais da vilã, a Bruxa das Terras Desoladas, que assombra a vida de Howl e trava algumas batalhas contra o mago. Ah, aqui ela também é esbelta, alta e bela, diferente do que vemos no filme (por que essa mania de pintar bruxas como criaturas horrorosas?).

Sem mais delongas, para não enchê-los de spoilers da leitura, O Castelo Animado é um livro tão belo e prazeroso de ler quanto o filme é de assistir. Recomendo assistir o filme antes, porque eu jamais seria capaz de imaginar coisas tão lindas e tantos detalhes sem a ajuda do Studio Ghibli.

E se você já viu o filme e amou, mas acha que não precisa ler o livro, saiba que está errado! A leitura dessa história vai te encher os olhos e preencher lacunas que você nem sabia que existiam até então. É o complemento perfeito.

Obs: apenas uma complementação para quem possa interessar, saiu vlog de leitura desse livro MARAVILHOSO lá no canal e tá muito legal MESMO! Super recomendo (suspeita).

Resenha | Anne de Avonlea

“A vida é o que acontece agora. Não deixe pra viver amanhã o que você pode viver hoje.” – Anne de Avonlea

Quase dois anos depois de ler o primeiro volume, finalmente finalizei a leitura de Anne de Avonlea, o segundo livro da coleção que deu origem a famosa série da Netflix, Anne With an E.

Neste livro, Anne Shirley já é uma jovem de 16 anos e leciona na escola de Avonlea. Ela sonhava em seguir seus estudos e ir para a faculdade, porém seus planos foram interrompidos quando seu pai adotivo Matthew morreu repetinamente, ainda no final do primeiro livro (único momento até agora que me arrancou lágrimas durante a leitura da coleção).

Aqui, acompanhamos a trajetória de uma Anne mais velha, mais madura, mas que ainda divaga com a mesma intensidade sobre as flores, perfumes, e nos encanta com os mais específicos detalhes da pequena Avonlea.

Alguns personagens já conhecidos seguem fazendo parte do cotidiano da protagonista, como Diana, a Sra. Rachel Lynde e o nosso amado Gilbert Blythe, que infelizmente está lecionando em outra cidade e aparece pouquíssimas vezes durante o livro. Mas a trama também inclui novos personagens que se tornam muito importantes para a vida de Anne, como o novo vizinho rabugento, o Sr. Harrison, a Srta. Lavendar e sua adorável casinha de pedra, Paul Irving, o melhor aluno da classe, e é claro, os gêmeos Dora e Davy, que acabam indo morar em Green Gables e viram a vida de Anne e Marilla de ponta cabeça.

Anne finalmente conquistou o coração de toda Avonlea e além de ser a única professora da cidade, ainda ajuda a fundar um comitê na ilha para melhoramento dos jardins, casas e estradas. Ela, Diana, Gilbert e mais alguns de seus antigos colegas, se unem para tornar Avonlea uma cidade mais bonita.

Como Anne de Green Gables, achei a leitura extremamente leve e gostosa, mesmo quando tínhamos duas páginas corridas de Paul Irving ou Anne Shirley tagarelando sobre algum tema aleatório. O estilo de escrita utilizado nessa coleção realmente me cativou muito e o sentimento de poder acompanhar o crescimento e desenvolvimento, não apenas da Anne, mas de todos os personagens a sua volta, é indescritível.

Estou extremamente ansiosa para saber o que virá a seguir na vida da nossa ruivinha preferida. E também estou contando os minutos para o romance Anne x Gilbert finalmente acontecer.

Resenha | Anne de Green Gables 🌾

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“As boas estrelas se reuniram em seu horóscopo e constituíram você de espírito, fogo e orvalho.” – Robert Browning

Anne de Green Gables é o primeiro livro da coleção que deu origem a famosa série da Netflix, Anne With an E. Eu tive o prazer de ler esse livro encantador antes de assistir a série, então nessa resenha não teremos comparações.

O romance de Lucy Maud Montgomery é considerado um dos grandes clássicos da literatura canadense e já vendeu milhões de cópias ao redor do mundo desde sua publicação, em 1908.

Neste livro, a pequena Anne Shirley tem apenas 11 anos de idade, quando chega em Green Gables com seus cabelos ruivos desarrumados e suas vestes de segunda mão.

Ela é adotada acidentalmente por um casal de irmãos, que já idosos e cansados, procuravam por um menino para ajudar nas tarefas da fazenda. Porém, por um erro de terceiros, ao invés de um menino, Matthew e Marilla Cuthbert receberam Anne, completamente o oposto do que eles esperavam.

A jovem Anne é um sopro de ar fresco, não apenas para nós, leitores, mas também para os irmãos Cuthbert, que depois de muito debaterem, resolvem deixar a jovem fazer parte de sua família.

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No primeiro livro da coleção, nós somos introduzidos ao mágico mundo onde Anne habita. Cheia de imaginação, ela vê o mundo de uma forma como ninguém mais vê. E é dessa forma única que tudo é descrito, as paisagens, o mar além das colinas, os pomares e as flores que desabrocham na primavera e partem no outono. Tudo é simplesmente mágico e encantador em Anne de Green Gables.

A escrita, mesmo sendo refinada e contendo citações de obras antigas, é leve e rápida. Como uma das maiores características de Anne é sua tagarelice, temos páginas e mais páginas de monólogos intensos sobre os mais diversos temas, além de sonhos e nomes criativos para todas as coisas que existem. Esse livro te faz querer viver em uma fazenda no interior do Canadá, em 1890, usando vestidos bufantes e gelando o leite no córrego (e eu nunca imaginei que ia pensar em viver nessa época).

O livro começa quando a pequena Anne tem apenas 11 anos, e narra toda a sua trajetória, desde a adoção, contando com flashbacks de sua vida como órfã, até sua formação na escola, aos 16 anos.

Em 336 páginas, acompanhamos 5 anos da vida cheia de aventuras e cores de Anne Shirley. Suas amizades intensas, o amor que surge entre ela e sua nova família, seus sonhos e inseguranças, tudo que um pré-adolescente normal vive. Mas Anne não é uma pré-adolescente qualquer, e é isso que torna a leitura desse livro ESSENCIAL!

Não é justo classificar esse livro, então apenas direi que ele é perfeito, sem mais nem menos, e que não vejo a hora de trazer a resenha do segundo volume para vocês.

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Sobre a edição: O livro das fotos é uma edição especial ilustrada do romance. Além de todas as ilustrações incríveis e de decorações em todas as páginas, o papel ainda é daqueles super macios e gostosos de folhear, que não secam e não grudam na mão.

Ele custou em média R$ 40 e super compensa por ser uma edição especial e por retratar em suas cores um pouco do que é o universo narrado no livro. O único problema, na minha opinião, é que o livro saiu com diversos erros de digitação, como letras faltando e palavras erradas, o que é uma pena, mas não é algo que influencia na leitura.

 

 

 

Resenha | Todo Dia a Mesma Noite – a história não contada da boate Kiss

IMG_0088A dor e o luto são sentimentos que, quando traduzidos da forma correta, podem nos transportar para os piores lugares.

É com essa afirmação que eu preciso começar a resenha da minha quinta leitura do ano. O livro Todo Dia a Mesma Noite – a história não contada da boate Kiss, foi uma das experiências literárias mais intensas e sentimentais que eu já tive em toda a minha vida. Esqueça todos os romances adolescentes, todas as lágrimas que já derramamos por casais da ficção, nada disso se compara aos sentimentos envolvidos nessa reportagem definitiva da tragédia da boate Kiss.

Para quem, assim como eu, não sabia da existência dessa obra da literatura até o momento, vou dar um breve resumo do que se trata. Todo Dia a Mesma Noite é um livro/reportagem, escrito pela jornalista Daniela Arbex (autora de Cova 312 e Holocausto brasileiro) e narra, como diz o título, a história não contada sobre o incêndio da boate Kiss.

O livro é muito bem escrito, fácil de ler, envolvente e obviamente muito dramático. Daniela conseguiu com majestosidade traduzir em palavras a história de diversas famílias que sofrem até hoje com a perda de seus entes, a dor de uma cidade, o luto de um país. A obra não conta apenas como foi o fatídico dia 27 de janeiro de 2013, mas também nos introduz a vida das famílias antes do incêndio, a sua relação com seus filhos e o passo a passo das vítimas até o momento em que colocaram seus pés no interior da boate. Vivemos um pouco do presente, do passado e também do futuro, de como, mais de 5 anos depois, as famílias se recuperam e lidam com a perda.

Não sei se sou capaz de colocar em palavras como a leitura desse livro é essencial e recomendável para qualquer ser humano. É sempre importante conhecermos nossa história, as catástrofes e as tragédias, para que essas coisas não voltem a acontecer.

Se vocês valorizam a minha opinião pelo menos um pouquinho, leiam esse livro, por favor. Vale cada segundo, cada lágrima derramada. Serão as 248 páginas mais rápidas que vocês já terão lido na vida, eu prometo.

“Para quem perdeu um pedaço de si na Kiss, todo dia é 27. É como se o tempo tivesse congelado em janeiro de 2013, em um último aceno, na lembrança das últimas palavras trocadas com os entes queridos que se foram, de frases que soarão sempre como uma despedida velada.”

Resenha | Como eu era antes de você

E como leitura do mês quatro, eu escolhi nada mais, nada menos do que o livro Como Eu Era Antes de Você.

Vocês todos já devem ter ouvido falar da história de Will Traynor e Louisa Clark, já que ambos foram interpretados recentemente em um filme de Hollywood pelos belíssimos Sam Clafin e Emília Clarke.

imagemResumidamente, o romance tem como protagonista a jovem de 26 anos, Louisa Clark. Louisa mora com os pais, a irmã mais nova, o sobrinho e o avô que precisa de cuidados especiais desde que teve um derrame. Acostumada com a vida de cidade pequena, com os limites impostos pela falta de dinheiro e com seu emprego em um café local que mal paga o que comer, Lou se pega em uma situação um tanto quanto difícil quando o café onde trabalha fecha as portas, e ela entra no competitivo mercado de trabalho pela primeira vez na vida, sem experiências e sem qualificações.

O fato de não ter qualificações acaba levando Louisa a um emprego como cuidadora de um tetraplégico. Com seus surpreendentes 35 anos, Will Traynor é inteligente, rico, meio mal-humorado, mas principalmente EXTREMAMENTE BONITO (pode não ser tanto, mas eu imaginei ele o próprio Sam Clafin, então né haha).

Impossibilitado de retomar sua vida após sofrer um acidente de moto, Will desconta toda sua amargura e desprezo pela vida em quem estiver ao seu redor. A vida parece sem sentido para ele até a alegre e espalhafatosa Lou entrar na sua vida, trazendo cor e até mesmo uma felicidade que antes ele não imaginou ser capaz de sentir.

O que nem Will, nem Lou sabem, é o quanto um vai influenciar na vida do outro. O que era para ser apenas um emprego temporário de 6 meses, acaba se tornando os melhores 6 meses da vida de ambos.

Um romance de cortar o coração, Como Eu Era Antes de Você me trouxe momentos de felicidade e também me desafiou milhares de vezes a segurar o choro porque eu estava lendo no trabalho haha Com personagens de personalidade forte e um enredo muito bem desenvolvido, valeu cada uma das 329 páginas de leitura.

ps: o livro tem sequência e eu já estou ansiosa para continuar a leitura.

Nota 5/5 ❤

 

Resenha | O Mágico de OZ

Hoje eu vim falar pra vocês de um clássico da literatura infantil. O Mágico de OZ era um dos meus livros preferidos quando eu era pequena, então esse mês, para refrescar a história na minha memória e relembrar um pouquinho, resolvi reler a história da menina Dorothy.
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Sinopse: “Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.” Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz. Por lá, Dorothy faz novos amigos – o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde -, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.

O Mágico de OZ é considerado um livro infantil, portanto obviamente é uma leitura muito leve e rápida, além de possuir personagens divertidos e de não possuir nenhum trecho pesado ou violento.

Essa edição do livro é ilustrada, e mesmo se vocês optarem por realizar a leitura online, como eu fiz, vão poder ver os desenhos e dar algumas boas risadas.

Eu finalizei a leitura das aventuras de Dorothy e seus amigos em um dia, ou seja, vale muito a pena para reviver aqueles sentimentos de infância que não sentimos a tanto tempo.

ps: eu não lembrava que o final era tão vago e tão diferente do final do filme, podiam ter caprichado só um pouquinho mais, né? hahah

Nota 5/5

Resenha | Frankenstein

Primeiramente gostaria de pedir perdão a todos os fãs dos livros clássicos, mas ler livros com vocabulário culto demais simplesmente me da nos nervos e eu não consigo apreciar a leitura da forma como gostaria. A leitura não foi tão rápida quanto poderia ter sido, e eu confesso que em momentos tive que reler páginas inteiras após finalizadas por falta de compreensão, mas no final creio que tenha valido a pena.frankenstein_comentado_0.jpg

 

 

Resumo: Frankenstein é o primeiro clássico da literatura de horror.  A autora tinha dezenove anos quando o escreveu em 1818. É a história de um estudante de mesma idade – Victor Frankenstein – que constrói uma criatura horrenda. Ao despertar para ao mundo, o monstro se vê rejeitado por todos. Daí sua tragédia e a terrível vingança que imporá ao seu criador.

 

 

Como vocês já sabem, o primeiro livro que eu li esse ano foi um livro baseado no clássico Frankenstein, e como eu amei a história em questão, resolvi ler o clássico em seguida.

Vou começar dizendo algo que com certeza será muito julgado, que é o fato de eu ter gostado muito mais do livro derivado, Uma Obsessão Sombria, do que do original.

A história não é ruim, não me levem a mal, a trama é tão boa quanto imaginei que fosse, assim como os personagens, e as descrições são super bem detalhadas do jeitinho que eu gosto. Porém, entretanto, todavia, como eu disse anteriormente, o uso excessivo de vocabulário culto me deixa até meio zonza as vezes. Pode ser ignorância minha? Pode. Porém não gosto e é isso.

Também pode ser pelo fato de ter lido o outro livro antes, mas achei que faltou um ‘que’ de misticismo, de magia, de alquimia, faltou um toque de empolgação e ação na história. Eu já sabia que a origem do DR. Frankenstein contada no livro Uma Obsessão Sombria não tinha nada a ver com a realidade contada em Frankenstein, mas eu esperava que a realidade fosse pelo menos 1/3 tão legal, envolvente e empolgante quanto foi a falsa.

Tirando todos esses detalhes pequenos e comparações a parte, fiquei muito feliz de ter finalmente lido um clássico da literatura, e por ter, mesmo com certa dificuldade, entendido toda a história em sua essência original.

Recomendo muito a leitura desse livro para quem, assim como eu, só conhece o básico sobre Frankenstein, ou só viu os filmes, e não sabe realmente sobre o que se trata.

OBS: O monstro tem um lugar especial reservado no meu coração, e caso alguém o odeie, vocês não podem viver no mesmo planeta que eu, sinto muito. É isso. E o Victor Frankenstein é um babaca.

 Nota: 2,5/5