Resenha | A Torre do Pântano dos Ossos

“Se morrermos por dentro antes mesmo de começar a lutar, não há como vencer a guerra” Paola Siviero

Não sei nem por onde começar…

A Torre do Pântano dos Ossos é a continuação de A Lenda da Caixa das Almas, livro da autora brasileira Paola Siviero lançado em agosto de 2024.

Após abrir a caixa das almas em uma tentativa frustrada de salvar a vida da mãe e acabar libertando Inna, o maior espectro de todos, Ulrik precisa encontrar uma forma de salvar a humanidade de seu fim iminente.

Os quatro amigos e protagonistas (Ulrik, Tora, Leona e Úrsula) acabam se separando para auxiliar grupos distintos com etapas da mesma missão: reconstruir a caixa das almas e encontrar uma forma de matar Inna.

Ulrik parte para as Ilhas do Fogo com a tarefa nada fácil de encontrar metal flamen e criar uma nova caixa das almas. Úrsula, por sua vez, viaja para as Montanhas do Norte, com a esperança de conseguir convencer os vísios a cederem sua gema de cíntilans (objeto mágico usado para enfraquecer Inna da primeira vez em que foi preso na caixa das almas) para ser usada na guerra.

Tora fica com a missão de viajar até a Cidade Real e convencer a rainha a ajudar os guerreiros na guerra contra os espectros e Leona, que ficou no acampamento para auxiliar os guerreiros que ficaram para trás, acaba presenciando um ataque brutal aos seus companheiros, onde muitos guerreiros foram mortos e os demais foram levados como prisioneiros. A partir desse momento ela toma como missão resgatar seus amigos da garra dos espectros.

O desenvolvimento de personagem criado pela autora nesse livro é de outro mundo. Ulrik, Tora, Leona e Úrsula ficam sem se ver por pouco mais de um ano e nesse período se tornam pessoas completamente diferentes, guerreiros muito mais poderosos e sábios do que qualquer um deles jamais imaginou possível.

A forma como cada capítulo é narrado por um personagem e vamos acompanhando lentamente a missão evoluir até todos chegarem no mesmo local é completamente fascinante e cativante. Quando os amigos se reencontram o coração fica mais leve, um peso é tirado das costas e esse sentimento é palpável para o leitor. Uma experiência sem igual.

Paola não tem dó nenhuma de machucar… quando ela postou stories chorando enquanto escrevia o livro eu já sabia que não passaria pelas 384 páginas sem derramar algumas lágrimas, mas não contava que seriam TANTAS. Estejam avisados!

A Torre do Pântano dos Ossos chega no seu fim com cerca de 59 plot twists, choro, susto, suspiros e um grande ‘O QUEEEE?’ no final. Que prazer ter feito parte dessa aventura com meus guerreiros favoritos. Mal posso esperar pelo terceiro e último livro da série, infelizmente ainda sem previsão de lançamento.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | A Lenda da Caixa das Almas

“O futuro é como o horizonte: podemos persegui-lo, mas a cada passo que damos em sua direção, um passo ele se afasta” Paola Siviero, A Lenda da Caixa das Almas

Quando cruzei com uma opinião sobre esse livro no twitter, um print de uma conversa entre a autora e uma criança de 9 anos, e decidi comprar o ebook que estava sendo vendido pela bagatela de R$2,99, JAMAIS imaginei que a obra se tornaria uma das melhores leituras da minha vida.

A Lenda da Caixa das Almas, escrito pela autora brasileira Paola Siviero em 2013 e publicado 10 anos depois, em 2023, conta a história de Theo, um jovem de 16 anos que embarca em uma aventura que vai mudar sua vida para sempre.

No universo criado por Siviero, as pessoas tem conexões especiais com os animais e aos 16 anos cada indivíduo encontra seu anima, um animal que vai ser seu companheiro para o resto da vida. Theo e seu irmão gêmeo Otto sonham com o dia em que conhecerão seus animae, porém anos antes, em uma de suas caçadas habituais na Floresta Sombria, uma tragédia acontece e apenas um dos irmãos retorna.

Anos mais tarde, Theo se obriga a retornar a floresta onde tudo aconteceu para finalmente encontrar seu anima e retorna da aventura triunfante, surpreendendo a todos com seu anima raro.

Após encontrar seu anima a tradição dos clãs diz que o indivíduo precisa decidir qual será seu futuro, seu destino no mundo. O pai de Theo quer que ele vire caçador, assim como ele, porém o jovem se encontra mergulhado em um mar de incertezas. Não consegue se ver como caçador, nem como guru, nem como curandeiro… as vezes até pensa em fugir para não precisar tomar uma decisão.

“Seguir seu coração? Aquela coisa quebrada em vários pedaços dentro do peito, que parecia não ter a menor ideia do que fazer?”

Até que um dia, na calada da noite, um estranho invade seu quarto e revela um mundo até então desconhecido para o jovem. Um mundo de monstros, perigos e onde existe um clã de pessoas seletas e especiais, o Clã dos Guerreiros, que dedica suas vidas a combater o mal e manter os humanos a salvo. Theo é convidado para partir com o guerreiro e deixar sua antiga vida, família e até mesmo seu nome para trás.

Após encontrar seu destino ao lado dos guerreiros, Theo começa a finalmente descobrir quem realmente é, suas origens e que toda lenda tem um fundo de verdade.

A Lenda da Caixa das Almas tem um grupo de protagonistas incrível, diferenciado e com personalidades muito fortes. As aventuras são de tirar o fôlego, as tragédias são devastadoras e o final te deixa desesperado querendo mais.

Eu chorei, ri, passei muita raiva e me surpreendi ainda mais. Como pode um livro ter tanta reviravolta? Passei mais da metade do tempo da leitura de queixo caído, totalmente desacreditada!

O livro é considerado infanto-juvenil, porém eu recomendaria a partir dos 12 anos, já que não consigo imaginar uma criança mais nova que isso lendo algumas das cenas de batalha super detalhadas e sangrentas. Ele é o primeiro livro de uma coleção e o único a ser lançado até o momento, ou seja, é cruzar os dedos e esperar ansiosamente pelo lançamento dos próximos (sem pressa, Paola… mas se for rápido eu agradeço haha).

Vou encerrar com mais uma das muitas frases do livro que me tocaram de alguma forma (porque tem MUITAS). Mas essa em especial se encaixou demais no momento atual da minha vida e eu não poderia deixar de compartilhar.

“Muitos acabam se acomodando na insatisfação por medo do desconhecido. Ser feliz, na maioria das vezes, exige coragem.”

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐