“That’s the thing about mistakes. Not all of them can be fixed.” ― Megan Goldin, The Night Swim
Depois de ler The Night She Disappeared eu achei que levaria muito tempo até ler um suspense que chegasse a altura, mas não levou.
The Night Swim (2020) foi mais uma das muitas indicações incríveis que cruzei pelo Tiktok. Ele estava em uma lista dos cinco melhores livros de suspense de algum criador de conteúdo e 95% dos comentários eram sobre ele, então tive que conferir.
O livro conta a história da Rachel, uma jornalista que atingiu o auge da sua carreira após criar um podcast sobre um caso policial e acabar descobrindo que o homem culpado pelo crime era na verdade inocente. Nesse livro ela está começando a produzir a terceira temporada do podcast, que será focada em um julgamento que está acontecendo em tempo real em uma cidade do interior dos EUA.
O caso? Um jovem de 18 anos está sendo acusado de ter abusado sexualmente de uma adolescente de 16 anos. E é claro que esse não é qualquer jovem, mas sim um nadador famoso, com uma carreira de sucesso e chances para competir nas Olímpiadas, além de, é claro, ser filho de um dos homens mais poderosos da cidade. Dito isso, a população da cidadezinha está dividida e alvoroçada com o julgamento.
Ao chegar na cidade para começar a acompanhar o julgamento, Rachel é misteriosamente abordada por uma fã que deixa uma carta no parabrisas do seu carro. Uma mulher chamada Hannah implora pela ajuda da jornalista para solucionar um crime que aconteceu na cidade há 25 anos e nunca foi investigado.
Entre um julgamento e a produção de um podcast, Rachel acaba cedendo aos seus instintos de jornalista investigativa e começa a descobrir mais e mais detalhes sobre a história de Hannah e sua irmã Jenny Stills, que de acordo com a polícia morreu afogada há mais de duas décadas… mesmo que nenhum fato corrobore com essa conclusão.
O livro é dividido entre três narrativas:
1. O dia-a-dia de Rachel na cidade, acompanhando o julgamento e investigando o caso Jenny Stills;
2. Decupagens dos episódios do podcast, que se aprofundam mais no julgamento;
e 3. As cartas que Hannha Stills envia para Rachel contando o que aconteceu com sua irmã há 25 anos. As cartas são em primeira pessoa e extremamente imersivas. Nos mostram a forma como uma criança de apenas 9 anos vivenceu uma das experiências mais traumatizantes que alguém poderia viver.
Confesso que a terceira narrativa foi a que mais me prendeu e me cativou. Tentar descobrir quem são os jovens de 25 anos atrás nos dias atuais, que papel cada um exerce na sociedade atual, se são policiais, médicos, advogados ou até mesmo o juiz… é enlouquecedor.
The Night Swim é um livro incrível, com altos e baixos, plots muito bem desenvolvidos e personagens cativantes. A história termina com ambos os casos muito bem amarradinhos e concluídos, mas é inevitável não ficar com um gosto amargo na boca, porque afinal, Jane Stills está morta e não há nada que possamos fazer a respeito disso…
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐