Resenha | Vermelho, Branco e Sangue Azul

“Às vezes você simplesmente pula e torce para que não seja um penhasco.” – Vermelho, Branco e Sangue Azul

Depois de muito ouvir sobre essa história que conquistou o mundo no último ano, finalmente li Vermelho, Branco e Sangue Azul (li em um dia, alguns dias após a adaptação estrear no Prime Video). E que surpresa agradável!

Pra quem não conhece, Vermelho, Branco e Sangue Azul conta a história de amor improvável entre Henry, o príncipe da Inglaterra, e Alex Claremont-Diaz, o filho da presidenta dos Estados Unidos.

Fazia muito tempo que eu não me sentia tão cativada quanto me senti por esses dois personagens, que são desenvolvidos de uma forma tão leve, gostosa e intensa ao mesmo tempo. Eles são cheios de camadas, cada um possui seus próprios dilemas na vida e ambos se encontram encurralados diante desse amor que tem tudo pra dar errado.

Ele começa com um enemys to lovers de qualidade, o que me ganhou já de primeira, e se desenvolve para um dos romances mais puros e lindos que eu já tive o prazer de testemunhar (por meio de palavras haha).

Pra quem viu o filme e não leu o livro, a essência é a mesma, porém temos algumas diferenças bem importantes. No livro temos um aprofundamento na descoberta do Alex como bissexual, algo que já está mais esclarecido na adaptação, mas é de extrema relevância no livro. Também temos mais personagens, que acabam enriquecendo a história, como a irmã mais velha do Alex, a June, o senador Rafael Luna, que é uma grande inspiração para o Alex no mundo da política e acaba se tornando uma peça chave na trama principal, e é claro, a mãe do príncipe Henry, que desempenha um papel relevante quando o príncipe precisa enfrentar a rainha (sim, no livro temos uma rainha).

A estrutura familiar do Alex foi completamente alterada no filme, o que eu acho que tirou um pouco da profundidade do personagem, já que no livro seus pais são divorciados, o que desencadeia diversas discussões e reflexões, e ele também tem a irmã mais velha, que sempre foi um alicerce na sua vida.

O trio da casa branca (Alex, June e Nora, a neta do vice-presidente), fizeram muita falta no filme também. Entendi a ideia de unir as duas personagens femininas em uma só, mas achei que de toda forma a Nora do filme foi zero relevante pra história, o que é bem triste quando comparado com o livro.

Essa resenha virou uma comparação entre filme e livro, mas vamos fazer o que, não é mesmo? Vamos considerá-la como uma espécide de: VALE A PENA LER O LIVRO SE EU JÁ VI O FILME? E a resposta é: SIM!

O livro é muito mais profundo, aborda temas mais relevantes, os personagens tem mais camadas e são mais bem explorados, assim como o passado dos protagonistas. As cenas de drama são MUITO MAIS TRISTES (chorei de soluçar) e o livro também tem muito mais política, algo que foi completamente deixado de lado na adaptação. E pra encerrar a resenha e a comparação: o final do livro é muito mais fechadinho e satisfatório para os fãs do casal!

Com certeza um dos melhores romances da minha vida e o defenderei até o final. HISTÓRIA, HEIN?

Nota:⭐⭐⭐⭐