Resenha | A empregada está de olho (A Empregada 3)

“Quer dizer, eu não acho que sou uma psicopata, mas não fui pra cadeia por colher margaridas.” (tradução literal) ― Freida McFadden, The Housemaid Is Watching

E ELA NÃO PARA! Freida McFadden é uma máquina e sabe o que o público quer. Após envolver o mundo com a história da intrigante Millie Calloway em A Empregada (2022) e O Segredo da Empregada (2023), entramos em 2024 com o terceiro (e espero que último) livro da série.

Mas por que eu espero que seja o último? Bem, a resposta é bem simples: já deu o que tinha que dar.

The Housemaid is Watching, que foi traduzido para A empregada está de olho, nos mostra uma Millie muito diferente da que vimos nos primeiros livros da série. Mais velha, já que a trama se passa mais de 20 anos no futuro, casada, com dois filhos e um novo sobrenome: Accardi. Millie deixou oficialmente seu passado turbulento para trás e atingiu seu maior objetivo: ser apenas mais uma mãe que vive no subúrbio, tão ordinária que beira o entediante.

“Ser ordinária sempre foi um sonho impossível pra mim, então estou feliz de ter conseguido.” (tradução literal) ― Freida McFadden, The Housemaid Is Watching

Nessa nova trama acompanhamos a família Accardi se mudando para sua casa dos sonhos no subúrbio, onde acabam descobrindo que a vida fora da cidade grande não é tão tranquila quanto parece, muito menos segura.

Com a estranha família Lowell e sua empregada na casa ao lado, uma vizinha bisbilhoteira e paranóica do outro lado da rua, barulhos assustadores durante a madrugada e todos os membros da família mudando de comportamento sem motivo aparente, Millie começa a se perguntar se tomou a decisão certa ao se mudar.

A protagonista passa metade do livro perdida, confusa, desconfiando de todos e todas e sendo enganada e enrolada por todos os personagens. Não sei se gostei da proposta, já que geralmente estamos mais acostumados a ler o livro na visão das pessoas que REALMENTE ESTÃO FAZENDO ALGUMA COISA NA HISTÓRIA! Aqui vemos a Millie mais perdida que cego em tiroteio durante 98% do tempo… além de se mostrar uma mulher passiva, que deixa coisas absurdas acontecerem embaixo do nariz dela sem tomar nenhuma atitude.

É claro que, como nos primeiros livros, em alguns momentos temos o privilégio de ler a história pelo ponto de vista de outros personagens e é aí que as coisas ficam interessantes.

No meu ver, mesmo com suas falhas, o livro cumpriu seu objetivo de instigar a leitura, com personagens envolventes (tem muito personagem novo aqui), bem construídos, muitos mistérios e respostas satisfatórias para todos eles. O plot do final realmente me surpreendeu, fiquei de queixo caído por uns 10 minutos.

Nota: ⭐⭐⭐ (não é ruim, mas esperava mais)

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