“Escolher um amante é muito parecido com escolher um terapeuta. Precisamos nos perguntar, é alguém que vai ser honesto comigo, ouvir críticas, admitir erros e não prometer o impossível?” ― Alex Michaelides, A Paciente Silenciosa
A Paciente Silenciosa conta a história de Alicia Berenson, uma pintora renomada que em uma noite qualquer atirou cinco vezes no rosto do marido e desde então nunca mais falou.
Devido ao seu histórico psiquiátrico e ao silêncio duradouro, ao invés de ser presa Alicia é institucionalizada em uma clínica psiquiátrica.
O livro é dividido em duas narrativas. A primeira são páginas do diário de Alicia, onde temos breves vislumbres de sua vida antes do crime e começamos a coletar peças para montar o quebra-cabeças que é essa história. Já a segunda é a do psicoterapeuta Theo Faber, que esperou anos para poder trabalhar no caso de Alicia e acredita que apenas ele é capaz de fazê-la voltar a falar.
Theo consegue um emprego no Grove, a clínica onde Alicia está internada, e deixa claro desde o seu primeiro dia que seu objetivo é tratar a pintora e descobrir a verdade por trás de seu silêncio e o que motivou tamanha brutalidade.
Eu consigo entender por que esse livro teve críticas tão positivas. Ele é envolvente, cada capítulo te deixa mais curioso pra saber o desenrolar da história, o plot twist no final é realmente muito criativo, mas eu esperava mais…
Primeiramente acho importante ressaltar que eu cheguei em 65% da leitura avaliando a experiência como “mediana”. Livros de suspense geralmente me deixam intrigada, ligada na tomada, com vontade de ler o tempo todo pra decifrar os mistérios, mas aqui isso não aconteceu. Demorei um tempo relativamente longo nessa leitura ― mais de uma semana ― contando com o fato de que eu geralmente leio suspenses em 3 dias NO MÁXIMO, esse é um ponto bem negativo.
E quando a coisa finalmente começou a ficar interessante ― ali pelos 75% ― eu já tinha adivinhado tudo que ia acontecer em seguida. Eu sou péssima em adivinhar o final de séries, filmes e livros, então o fato de que um capítulo inteiro antes da grande revelação eu já sabia EXATAMENTE o que ia acontecer a seguir foi bem desanimador.
Mas eu também não quero ser hipócrita, porque mesmo tendo acertado o plot na mosca eu achei superinteligente! Quando eu percebi o que estava rolando meu queixo caiu lá no chão e foi difícil pegar de volta.
A Paciente Silenciosa está longe de ser um livro ruim, mas também está longe de ser um dos melhores suspenses que eu já li (e olha que eu nem li tantos). Eu esperava mais do enredo, do mistério, do suspense, da investigação, até dos personagens em si e de suas motivações. Acho que isso resume bem minha experiência aqui: eu esperava mais.
Nota: ⭐⭐⭐ ¹/²