Resenha | Todo Dia a Mesma Noite – a história não contada da boate Kiss

IMG_0088A dor e o luto são sentimentos que, quando traduzidos da forma correta, podem nos transportar para os piores lugares.

É com essa afirmação que eu preciso começar a resenha da minha quinta leitura do ano. O livro Todo Dia a Mesma Noite – a história não contada da boate Kiss, foi uma das experiências literárias mais intensas e sentimentais que eu já tive em toda a minha vida. Esqueça todos os romances adolescentes, todas as lágrimas que já derramamos por casais da ficção, nada disso se compara aos sentimentos envolvidos nessa reportagem definitiva da tragédia da boate Kiss.

Para quem, assim como eu, não sabia da existência dessa obra da literatura até o momento, vou dar um breve resumo do que se trata. Todo Dia a Mesma Noite é um livro/reportagem, escrito pela jornalista Daniela Arbex (autora de Cova 312 e Holocausto brasileiro) e narra, como diz o título, a história não contada sobre o incêndio da boate Kiss.

O livro é muito bem escrito, fácil de ler, envolvente e obviamente muito dramático. Daniela conseguiu com majestosidade traduzir em palavras a história de diversas famílias que sofrem até hoje com a perda de seus entes, a dor de uma cidade, o luto de um país. A obra não conta apenas como foi o fatídico dia 27 de janeiro de 2013, mas também nos introduz a vida das famílias antes do incêndio, a sua relação com seus filhos e o passo a passo das vítimas até o momento em que colocaram seus pés no interior da boate. Vivemos um pouco do presente, do passado e também do futuro, de como, mais de 5 anos depois, as famílias se recuperam e lidam com a perda.

Não sei se sou capaz de colocar em palavras como a leitura desse livro é essencial e recomendável para qualquer ser humano. É sempre importante conhecermos nossa história, as catástrofes e as tragédias, para que essas coisas não voltem a acontecer.

Se vocês valorizam a minha opinião pelo menos um pouquinho, leiam esse livro, por favor. Vale cada segundo, cada lágrima derramada. Serão as 248 páginas mais rápidas que vocês já terão lido na vida, eu prometo.

“Para quem perdeu um pedaço de si na Kiss, todo dia é 27. É como se o tempo tivesse congelado em janeiro de 2013, em um último aceno, na lembrança das últimas palavras trocadas com os entes queridos que se foram, de frases que soarão sempre como uma despedida velada.”

Resenha | Frankenstein

Primeiramente gostaria de pedir perdão a todos os fãs dos livros clássicos, mas ler livros com vocabulário culto demais simplesmente me da nos nervos e eu não consigo apreciar a leitura da forma como gostaria. A leitura não foi tão rápida quanto poderia ter sido, e eu confesso que em momentos tive que reler páginas inteiras após finalizadas por falta de compreensão, mas no final creio que tenha valido a pena.frankenstein_comentado_0.jpg

 

 

Resumo: Frankenstein é o primeiro clássico da literatura de horror.  A autora tinha dezenove anos quando o escreveu em 1818. É a história de um estudante de mesma idade – Victor Frankenstein – que constrói uma criatura horrenda. Ao despertar para ao mundo, o monstro se vê rejeitado por todos. Daí sua tragédia e a terrível vingança que imporá ao seu criador.

 

 

Como vocês já sabem, o primeiro livro que eu li esse ano foi um livro baseado no clássico Frankenstein, e como eu amei a história em questão, resolvi ler o clássico em seguida.

Vou começar dizendo algo que com certeza será muito julgado, que é o fato de eu ter gostado muito mais do livro derivado, Uma Obsessão Sombria, do que do original.

A história não é ruim, não me levem a mal, a trama é tão boa quanto imaginei que fosse, assim como os personagens, e as descrições são super bem detalhadas do jeitinho que eu gosto. Porém, entretanto, todavia, como eu disse anteriormente, o uso excessivo de vocabulário culto me deixa até meio zonza as vezes. Pode ser ignorância minha? Pode. Porém não gosto e é isso.

Também pode ser pelo fato de ter lido o outro livro antes, mas achei que faltou um ‘que’ de misticismo, de magia, de alquimia, faltou um toque de empolgação e ação na história. Eu já sabia que a origem do DR. Frankenstein contada no livro Uma Obsessão Sombria não tinha nada a ver com a realidade contada em Frankenstein, mas eu esperava que a realidade fosse pelo menos 1/3 tão legal, envolvente e empolgante quanto foi a falsa.

Tirando todos esses detalhes pequenos e comparações a parte, fiquei muito feliz de ter finalmente lido um clássico da literatura, e por ter, mesmo com certa dificuldade, entendido toda a história em sua essência original.

Recomendo muito a leitura desse livro para quem, assim como eu, só conhece o básico sobre Frankenstein, ou só viu os filmes, e não sabe realmente sobre o que se trata.

OBS: O monstro tem um lugar especial reservado no meu coração, e caso alguém o odeie, vocês não podem viver no mesmo planeta que eu, sinto muito. É isso. E o Victor Frankenstein é um babaca.

 Nota: 2,5/5