Resenha | Assistente do Vilão

⁠”Todos nós somos monstros, no fim das contas. Pelo menos o meu vive às claras.” ― Hannah Nicole Maehrer, Assistente do Vilão

Assim que comecei a leitura de Assistente do Vilão a história não me cativou, mas eu desconfiei desde o princípio que eu só não estava no humor certo pra leitura então após ler um suspense DAQUELES (A Paciente Silenciosa), resolvi dar uma segunda chance.

E que bom que eu voltei atrás! Não conseguiria me perdoar se não tivesse me permitido mergulhar de cabeça no pequeno universo construído ao redor de Evie Sage e do nosso tão amado Vilão. Confesso pra vocês que fazia muito tempo que a atmosfera de um livro não me fazia sentir tão em casa.

A Evie odiava ter que voltar pra casa depois do expediente no castelo do Vilão, mas eu provavelmente odiava mais ainda. Todas as cenas no castelo são incríveis, a atmosfera que eles foram construindo no decorrer da história, fazendo aos poucos a gente se importar com cada personagem e no fim vermos os funcionários do Vilão e até mesmo o chefe sendo parte de uma grande família é algo surreal.

Em um resumo da ópera um belo dia nossa protagonista Evie Sage acaba cruzando caminhos com o Vilão do reino, temido por todos e perseguido pelo rei. Evie estava desesperada atrás de um novo emprego para sustentar sua família e acaba acidentalmente conseguindo um emprego como assistente do Vilão.

Como toda boa história precisa de uma dose de romance obviamente nossos protagonistas acabam perdidamente apaixonados um pelo outro e nenhum dos dois faz a mínima ideia disso. Alguns capítulos são narrados pela assistente e outros (poucos na minha opinião) pelo Vilão e isso só deixa tudo ainda mais interessante.

Assistente do Vilão é o primeiro livro de uma trilogia e o grande plot da primeira parte da história além do romance proibido, é claro ― é um mistério envolvendo os funcionários do Vilão. Eles descobrem que alguém próximo do chefe é um traidor e está repassando informações privilegiadas dos planos do Vilão para o rei e precisam descobrir com urgência quem é esse traidor.

Em meio a traições, investigações, ataques, romance e muita magia nós vamos criando um apego profundo pelo universo e por cada personagem e no final ficamos sedentos pela continuação (ainda bem que já lançou).

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Resenha | O Fabricante de Lágrimas

“Talvez o nosso maior medo seja aceitar que alguém possa nos amar sinceramente pelo que somos.” Erin Doom, O Fabricante de Lágrimas

Sinopse: “Nica cresceu em um orfanato e os contos de fada eram seu único conforto em meio aos terrores reais que assombravam os corredores da instituição. Agora que é adolescente, escolheu deixar as fantasias infantis para trás e focar no seu sonho de ser adotada. Mas, quando o sr. e a sra. Milligan adotam Nica, para a surpresa dela, também decidem acolher Rigel, um misterioso e inteligente garoto que nunca se deixou ser adotado… até agora. E, apesar de ambos compartilharem o mesmo passado, a convivência não será nada fácil ― ainda mais porque Rigel aproveita qualquer oportunidade para relembrá-la do quanto a despreza.”

Em abril de 2024 a Netflix lançou o filme O Fabricante de Lágrimas, baseado no best-seller italiano da autora Erin Doom, publicado em 2021. Assim que ouvi falar sobre o filme e descobri que ele era baseado em um livro eu decidi que precisava lê-lo. Isso já virou algo rotineiro pra mim, ler livros que foram adaptados, mas nunca assistir as adaptações (depois de ler as críticas sempre perco o interesse).

Embarquei na leitura das 560 páginas de O Fabricante de Lágrimas sem saber muito sobre a história. Sabia que se tratava de um casal de adolescentes órfãos que eram adotados pela mesma família e acabavam se apaixonando. Ponto final.

Logo de cara achei a leitura um pouco arrastada, já que o romance em si demora BASTANTE pra acontecer, porém, conforme fui avançando na história e conhecendo mais profundamente os personagens entendi a importância da demora, da paciência e do aprofundamento detalhado da relação entre Rigel e Nica.

Eu descobri que muitas pessoas assistiram o filme e saíram com a impressão de que o relacionamento era tóxico e bizarro, sem entender a real profundidade dos sentimentos dos personagens ou como a situação em que eles se encontravam (se tornarem ‘irmãos’ de uma hora pra outra) não tinha como afetar o sentimento que eles desenvolveram um pelo outro desde a infância.

Confesso que a história demorou pra me cativar, a personalidade tóxica do Rigel unido com o jeito doce, ingênuo e inocente da Nica me fez revirar os olhos diversas vezes, mas valeu a pena seguir com a leitura. Conforme vai avançando nós finalmente começamos a entender de verdade a essência dos personagens e o que eles significam um para o outro.

Se você gosta de romances fofos, realmente românticos, em que há sentimentos correspondidos e principalmente COMUNICAÇÃO entre os personagens: ESSE LIVRO NÃO É PRA VOCÊ. Mas se você gosta de um enemies to lovers, de um slow burn beeeeem demorado e de histórias dramáticas e profundas, vale a pena a leitura.

Como já foi dito, esse não é um livro que eu indicaria pra qualquer pessoa, então vale a pena dar uma googlada antes de embarcar na leitura. Mas se você gostar, garanto que não vai se arrepender! Eu devorei o livro em dias, não conseguia dormir, comer, só pensava em Rigel e Nica 24/7… ele foi como uma droga do início ao fim (não sei nem dizer se no bom ou no mau sentido).

Nota: ⭐⭐⭐

Resenha | Amor e Gelato

“Eu vou, porque é mais assustador não ir!” Jenna Evans Welch, Amor & Gelato

Escolhi essa frase porque aqui a mãe da Lina resumiu com clareza meu sentimento atual em processo de mudança pra Europa… nada que eu mesma escrevesse descreveria tão bem o sentimento.

Se você tem redes sociais e é um leitor assíduo com certeza já ouviu falar de Amor & Gelato, um livro de romance adolescente publicado em 2016 que foi (muito porcamente, diga-se de passagem) adaptado pela Netflix em 2022.

O livro conta a história da Lina, uma adolescente que acabou de perder a mãe para o câncer e se encontra em uma situação bem inusitada: ela precisa se mudar para a Itália para morar com um completo desconhecido porque esse foi o último desejo de sua mãe.

O que acontece é que a mãe de Lina havia passado algum tempo em Florença, na Itália, durante sua juventude e ela queria muito que a filha morasse onde ela morou e vivesse com um de seus melhores amigos e ex-namorado da época. Um homem que mais tarde, por intermédio da avó, Lina descobre ser ninguém mais ninguém menos do que o pai que ela nunca conheceu!

A jovem embarca nessa aventura com o coração partido pela perda da mãe e muitas perguntas. Quem era Howard, o homem misterioso? Por que sua mãe nunca havia lhe contado que morou na Itália? Por que ela escondeu que Howard era seu pai? Quem realmente era sua mãe e por que ela criou a filha cercada por mentiras e mistérios?

Ao chegar na Itália a jovem descobre que sua mãe deixou um de seus diários para a filha, o diário que ela mantinha na época em que morou ali, e que possivelmente vai ajudá-la a encontrar as respostas para tantas perguntas.

MAS E O ROMANCE? Em seu primeiro dia na nova realidade, ao correr pelas belíssimas colinas dos vinhedos italianos, Lina conhece Lorenzo (Ren!!!), um jovem italiano que mora próximo da sua casa e vira seu melhor amigo quase que imediatamente. E é ao lado dele que a nossa protagonista embarca em uma intensa jornada para descobrir a verdade sobre o passado e decidir o que será de seu futuro.

Temos um friends to lovers no clássico estilo adolescente: poderia ser fácil, mas adolescentes não sabem se comunicar e transformam tudo em um grande show de horrores! Mas é lindo ver a amizade deles evoluir e se transformar em amor. Eles são fofos demais e shippaveis do início ao fim.

Dito isso, Amor & Gelato é um livro que aborda temáticas intensas, mas mesmo assim consegue ser uma leitura muito leve e gostosa, que te faz viajar para a Itália e refletir sobre todas as decisões que você já tomou na vida!

⚠️ ATENÇÃO: Se você está lendo essa resenha antes de ver a BOMBA que é o filme, por favor, não assista o filme porque ele não tem absolutamente nada a ver com o livro. A Netflix conseguiu transformar algo fofo e cheio de significado em um triângulo amoroso bobo e sem sentido.

Nota: ⭐⭐⭐

Resenha | O Segredo da Empregada (A Empregada 2)

“Eu sempre ajudo. Eu nunca, NUNCA consigo virar as costas, mesmo quando eu deveria.” ― Freida McFadden, The Housemaid’s Secret

O livro The Housemaid’s Secret (tradução livre: O Segredo da Empregada) foi lançado em julho de 2023 e por esse motivo ainda não possui versão traduzida para português, porém, após ler o primeiro livro eu não consegui aguentar e mergulhei de cabeça na minha primeira leitura em inglês EM ANOS!

Eu já li alguns thrillers muito bons na vida, mas nada chega aos pés do que a autora Freida McFadden atingiu com esses dois livros (leia aqui a resenha do primeiro livro: A Empregada).

Após ler A Empregada eu confesso que não fiquei tão empolgada com a continuação, porque na minha cabeça não tinha como fazer aquela história e aquela personagem render muito mais do que aquilo. Inclusive lembro que pensei “ah, agora que já sabemos a fórmula, provavelmente será a mesma no próximo”. Que inocência da minha parte!

Em The Housemaid’s Secret acompanhamos novamente nossa protagonista Wilhelmina “Millie” Calloway se metendo em confusão. Anos após ter saído da casa de Nina e de ter ‘acidentalmente’ matado seu chefe abusador, Millie tenta levar uma vida normal, está cursando Serviço Social na faculdade e trabalhando como empregada e babá. Por mais que as coisas sejam difíceis, ela está segurando as pontas e tentando se manter fora de encrenca.

Porém, isso não dura muito tempo e após perder seu emprego ela acaba sendo contratada pelos Garricks para limpar seu apartamento luxuoso em Manhattan, além de cozinhar e fazer outras tarefas da casa.

Já no primeiro dia Millie percebe que algo está errado na casa dos Garricks. Wendy, a esposa do homem milionário que a contratou, nunca sai do quarto, e Millie escuta constantemente barulhos estranhos vindo do aposento.

Os Garricks tem um segredo e Millie não vai descansar até desvendá-lo.

Se você está esperando qualquer coisa meramente semelhante ao primeiro livro, faça um bom chá, escolha um lugar confortável pra sentar e prepare-se para a maior surpresa literária que vocês vão ter esse ano.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | O Pequeno Café de Copenhague

“O bom dos erros é que você pode consertá-los.” – Julie Caplin (O pequeno café de Copenhague)

Após perder a promoção que tanto almejava para um colega de trabalho, que era também seu atual ‘namorado’, Kate recebe a oportunidade de atender um cliente da Dinamarca que está abrindo uma loja em Londres.

Ao fisgar o cliente, a nossa Relações Públicas favorita precisa viajar com um grupo de seis jornalistas para a capital da Dinamarca, Copenhague, como parte do plano de marketing do cliente. E essa viagem acaba se tornando muito mais do que apenas negócios!

Preciso começar falando como amei o fato de o livro abordar profissões da minha área (sou jornalista por formação), porque esse detalhe permitiu que eu me conectasse muito mais com a rotina de trabalho e os dilemas profissionais.

Mas fora esse pequeno detalhe, particular meu, o que esse livro mais tem são pontos positivos.

É um romance leve, gostoso, que migra de uma rotina competitiva de trabalho na cidade grande para uma viagem cheia de descobertas e turismo e ainda mistura tudo isso, obviamente, com romance na medida certa.

O romance aqui é o meu tipo preferido. É um enemys to lovers leve, que evolui de uma forma natural e não se arrasta por metade do livro. O casal tem seus problemas, mas trabalham nos seus sentimentos e resolvem os conflitos, não ficam se lamentando e trazendo mais drama do que o necessário para situações que podem tranquilamente ser resolvidas. ELES RESOLVEM! A protagonista também tem seus dramas internos, mas eles só são apresentados para que a gente possa vê-la os superando.

Eu não tenho palavras pra descrever como amei o elenco secundário, principalmente os seis jornalistas e Eva, a dona do café de Copenhague que se tornou uma personagem tão importante na história. Esse livro é cheio de personalidade, personagens cativantes, ele te dá um quentinho na alma e te deixa com aquela vontade de viajar, fazer amigos e tomar uma xícara de café.

Eu li o livro de 352 páginas em 2 dias e sinceramente não tenho nenhum apontamento negativo. Ele se tornou com muita tranquilidade a minha leitura favorita de 2023 até o momento.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Resenha | A Razão do Amor

“Estou começando a me perguntar se isso é estar apaixonada. Aceitar se rasgar em pedaços para que a outra pessoa possa ficar inteira.” – A Razão do Amor

A Razão do Amor é mais um daqueles livros que se tornou fenômeno no Tiktok e consequentemente acabou chegando até mim. É o segundo romance da autora Ali Hazelwood que se passa no meio acadêmico (ainda não li A Hipótese do Amor).

Enquanto lia A Razão do Amor vi muitas críticas no youtube de pessoas afirmando que ele seria apenas “uma cópia barata” de seu antecessor e que não valia a pena a leitura. Porém, como eu não li A Hipótese do Amor, minha opinião não irá se basear em comparações.

A Razão do Amor (título original: Love on the brain, que faz MUITO mais sentido), conta a história da neurocientista Bee Königswasser, que conquista uma vaga mega concorrida para trabalhar em um projeto da Nasa.

Porém, junto com a boa notícia veio uma ruim: ela teria que trabalhar lado a lado com o engenheiro Levi Ward, seu arqui-inimigo da faculdade.

Como vocês podem imaginar, esse é um romance enemys to lovers, onde os protagonistas começam inimigos e acabam se apaixonando, e já acho importante ressaltar que é um SUPER slow burn, ou seja, as coisas evoluem MUITO, MUITO devagar.

Gostei muito do estilo da escrita em primeira pessoa, da construção dos personagens e seus passados, assim como a construção da relação dos protagonistas, que foi lenta, mas muito detalhada, mostrando como eles tinham absolutamente tudo a ver um com outro. Porém, uma coisa pesou muito nesse livro para que eu não avalie ele de forma tão positiva: a Bee, sim, a protagonista.

O livro é narrado por ela, então o fato de ela ser completamente insuportável não torna a leitura muito fácil. Bee sofreu muitos traumas durante sua vida, como ter perdido os pais muito cedo, nunca ter tido um lar fixo e ter sido traída pelo ex-noivo, porém, nada disso explica o quanto ela deixou todos esses eventos empacarem a sua vida, principalmente amorosa. E os desmaios repetitivos e excessivos, AH, um porre!

Como uma adulta bem resolvida e com a terapia em dia, eu só queria dar uns bons tapas na cara dela e falar “MULHER, ACORDA PRA REALIDADE!“. A forma como ela simplesmente decidiu parar de viver por conta de coisas do passado e toda a negação da parte dela em relação ao Levi me deixaram realmente anojada.

Fora esse pequeno detalhe, arrisco dizer que Levi é um dos personagens masculinos mais bem construídos que já vi em um romance, com personalidade, carinhoso, inteligente e gato, é claro! Os personagens secundários como a irmã gêmea da Bee, Rocío, Kaylee e Guy também ganham destaque como uma parte positiva do livro, já que todos foram muito bem construídos.

Também gostei bastante da forma como a autora incluiu o Twitter na história, como uma forma das mulheres do meio da ciência lutarem pelos seus direitos. Foi uma jogada interessante.

Sobre as cenas quentes do livro: elas não são muitas, mas são ÓTIMAS! Muito bem escritas e sem nada constrangedor ou estranho como vemos em alguns livros adultos.

Nota: ⭐⭐⭐

Resenha | Sol da Meia-Noite

“Sua existência era uma desculpa suficiente para a justificativa da criação do mundo inteiro.” – O Sol da Meia-Noite

Enquanto conferia minha lista de resenhas, percebi que faltava a de um livro muito especial: O Sol da Meia-Noite, também conhecido como Crepúsculo pelos olhos do Edward, ou Crepúsculo MUITO mais interessante.

Eu finalizei a leitura desse livro em junho de 2021, mas por graça divina tinha um roteiro de vídeo salvo na nuvem, onde falava exatamente o que achei da história, e é o que usarei de base para a resenha de hoje (minha memória não é tão boa assim pra resenhar um livro de 2 anos atrás haha).

O Sol da Meia-Noite possui nada mais, nada menos do que 736 páginas, e como citado anteriormente, conta exatamente a história do livro Crepúsculo, porém desta vez, pelos olhos do Edward.

Começando pelos pontos negativos, eu confesso que demorei MUITO pra finalizar a leitura do livro, por achar ele incrivelmente arrastado. Devemos levar em consideração que a história é narrada por um vampiro centenário, que não dorme e portanto tem muito tempo livre para divagar sobre os mais variados temas. Mas gente do céu, as vezes ele passa dos limites!

Outra coisa que mudou na leitura desse livro foi a minha paixão avassaladora pelo Ed, pelo simples fato de que, AQUI, e só aqui, podemos perceber o quão psicopata e stalker ele realmente é. O homem simplesmente observa e persegue a Bella 24/7. Isso fica aparente em algumas cenas de Crepúsculo, porque a Bella não sabia dessa perseguição, mas agora temos acesso a toda a loucura do homem, que andava se pendurando em árvores em dias de sol porque NÃO PODIA ficar sem ver a amada (isso antes sequer deles conversarem).

Fora isso ele ainda é mega violento e tem pensamentos bem doentios em relação aos amigos da Bella e principalmente em relação ao Mike. Ah, eu comentei que nesse livro ele ameaça a Bella de morte NO MÍNIMO 100 vezes? Porque isso também acontece.

Fora esses pequenos detalhes, foi muito interessante poder ver a história por outra perspectiva, já que o Edward desaparecia em vários momentos de Crepúsculo e nesse livro podemos finalmente saber por onde ele andava e o que ele fazia nesses momentos.

Finalmente pudemos entender porque o Edward amava tanto a Bella. Em Crepúsculo a personagem se vê como fraca, boba e sem sal, e é essa representação que temos no livro e no filme, porém, na visão de Edward, ela é incrível, culta, inteligente e cheia de personalidade. Dá um significado muito mais forte ao amor deles.

Temos muitos detalhes da família Cullen nesse livro, que nunca tivemos antes, como por exemplo o passado da Alice com o James, a perseguição do James que é relatada em detalhes, também temos o longo período em que a Bella fica internada após o acidente e Edward fica no hospital, que antes não tínhamos acesso porque a Bella estava desacordada, enfim, temos muitos momentos bacanas que não teríamos acesso pelos olhos da Bella.

A amizade entre Alice, Bella e Charlie é muito explorada aqui também, algo que amei. E falando em Charlie, temos momentos incríveis do Charlie ciumento como por exemplo quando ele liga para o Carlisle para pedir o que ele achava da relação dos ‘jovens’.

Uma das minhas cenas preferidas com certeza é quando eles levam Bella para o hospital, sangrando após o incidente da sala de espelhos, e começam a bolar um plano para acobertar a verdade. Edward dá as ideias, Alice vê o futuro para ver como o plano transcorreria e imediatamente Edward lê sua mente e vai alterando o plano até ela ver que tudo vai correr como planejado. É uma narração intensa e INCRÍVEL de acompanhar.

No geral, acho que a leitura de O Sol da Meia-Noite é simplesmente NECESSÁRIA para todo os fãs da saga Crepúsculo. Ele traz detalhes e informações sobre os personagens que nunca tivemos antes e que com certeza mudam nossa perspectiva da história. Eu amei odiar esse livro!

Resenha | Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

“O mundo prefere respeitar as pessoas que querem dominá-lo” – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

Quero começar respondendo a pergunta que eu me fazia sempre que via alguém recomendando esse livro no Tiktok. “Será que é tão bom assim” SIM! É tão bom assim.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é um livro escrito de uma forma bem peculiar, que foi novidade pra mim. O livro começa sendo narrado em primeira pessoa pela personagem Monique, uma jornalista que vive no ano de 2017 e trabalha para uma revista em NYC.

Um belo dia, sem razão aparente, Monique é convocada a entrevistar uma das atrizes mais famosas da história do cinema Hollywoodiano: Evelyn Hugo.

Ao começar a entrevista, porém, Monique descobre que na verdade o interesse de Evelyn não é em uma entrevista qualquer para uma revista, mas que na verdade seu plano é fazer com que Monique escreva sua biografia, com todos os segredos e mistérios que nunca foram expostos para a mídia.

A partir desse momento, passamos a ter alguns tipos diferentes de narrativa.

Narrativa 1: Monique, em 2017, contando seu dia a dia trabalhando com Evelyn.

Narrativa 2: Evelyn, narrando em primeira pessoa toda a sua vida desde o início de sua carreira, até o presente.

Narrativa 3: Matérias de jornais e revistas que trazem o olhar que Hollywood tinha e tem da estrela Evelyn Hugo.

Com esses três pontos de vista diferentes, somos apresentados aos altos e baixos da vida de uma atriz de Hollywood dos anos 60, latina, de origem pobre, que teve que fazer muitos sacrifícios para subir na vida.

Nos sentimos penetras, descobrindo os segredos sombrios dos bastidores da indústria cinematográfica e sofremos com a realidade dura e preconceituosa da época. E as narrações são tão bem feitas que em alguns momentos eu até esqueci que os personagens eram fictícios e fiquei com vontade de assistir seus filmes e conferir suas fotos nas premiações – EU JURO!

Por mais que o título da obra fale sobre seus sete maridos, o foco da história, do início ao fim, é o grande amor da vida de Evelyn: sua esposa! Sim sras. e srs.: SUA ESPOSA!

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é nada mais do que uma história de amor. Arrebatadora, real, envolta de segredos e obstáculos atenuados pela época em que a trama se passa. É uma história de amor entre esposa e marido, esposa e esposa, entre amigos, entre mãe e filha. É única e puramente uma história de amor.

E eu recomendo de olhos fechados. Dê uma chance para Evelyn Hugo roubar seu coração!

ps: meu casting dos sonhos seria Sofia Vergara e Jéssica Chastain e por incrível que pareça eu imaginei isso enquanto lia, antes de saber que essa já era a opinião de TODA a internet.

Resenha | Anne e a Casa dos Sonhos

“Tudo bem, a vida pode ser um vale de lágrimas, mas suponho que algumas pessoas gostam de chorar.” – Anne e a Casa dos Sonhos

Chegamos no quinto livro da coleção Anne de Green Gables, e desta vez Anne está casada, mais madura do que nunca e pronta para viver sua tão sonhada vida em sua perfeita Casa dos Sonhos.

Em Anne e a Casa dos Sonhos, Anne e Gilbert se mudam para Four Winds, uma cidade portuária. Gilbert trabalha como médico no centro da cidade, enquanto Anne passa os dias em sua amável casinha, que fica mais afastada, próxima do farol e do mar.

Nesse local remoto, o jovem casal não conta com muitos vizinhos, se não a jovem Leslie, o experiente capitão Jim, responsável pelo farol da cidade, e a amarga Senhora Cornélia, que tem a maior aversão aos homens e a língua extremamente afiada.

O livro tem início com o belíssimo casamento de Anne, que acontece em Green Gables, seu lar da infância. É um momento marcado por emoção e despedidas, seguido pela partida do casal para sua nova vida. E esse é praticamente o único momento que temos em todo o livro que remete à antiga vida de Anne em Avonlea.

Se em Anne de Windy Poplars já havíamos nos afastado do antigo universo onde Anne viveu na infância, agora, depois de casada e com uma casa só sua, nos afastamos ainda mais. Porém, nossas queridas Marilla e Rachel Lynde visitam a casinha dos sonhos com frequência.

Pela primeira vez, temos uma descrição um pouco mais aprofundada da relação entre Anne e Gilbert, algo que não tivemos desde o começo da história, por mais que os bebês ainda cheguem carregados por uma cegonha (acho hilário como a autora consegue remover toda e qualquer atração carnal de suas descrições, transformando tudo em um perfeito conto de fadas).

Anne chega a sua Casa dos Sonhos aos 25 anos e vive 2 anos de altos e baixos, risos e lágrimas, entre aquelas quatro paredes. Tantas histórias são contadas ao longo desses anos em frente à lareira. Eu acho particularmente incrível assistir a forma como ela consegue construir laços tão intensos em todo lugar que vai e amei acompanhar o desenrolar da sua amizade com os novos personagens desse livro (por mais que eu quisesse estapear a Leslie em alguns momentos).

Os novos personagens são bem peculiares e possuem suas próprias histórias e tramas que vão se desenvolvendo ao longo do livro. Isso dá um ar diferente à história, que deixa de girar unicamente em torno de Anne. Também temos um capítulo inteiro do livro narrado por ele, Gilbert Blythe, o que eu achei muito bacana e acho que poderia ter se repetido mais.

Outro ponto interessante desse livro em questão é o momento sombrio e depressivo pelo qual Anne passa, o que trouxe a história pra mais perto da realidade e mostrou que nem mesmo as pessoas mais felizes conseguem se manter positivas o tempo todo.

Com 27 anos e dois anos inesquecíveis vividos em sua casinha dos sonhos, Anne e Gilbert finalizam as 256 páginas se mudando para uma nova casa, onde com toda certeza serão ainda mais felizes e poderão expandir sua pequena e adorável família.

Resenha | Anne de Windy Poplars

“Ninguém é velho demais para sonhar e sonhos nunca envelhecem.” – Anne de Windy Poplars

E chegamos ao quarto livro da série da nossa amada Anne Shirley! Confesso que estou muito apegada nessa menina, no seu universo, e zero preparada para me despedir.

No quarto livro acompanhamos a personagem de seus 22 aos seus 25 anos de idade. Durante esses três anos, ela se muda para a cidade de Summerside, onde conseguiu uma vaga como diretora de uma escola local. Lembrando que ela conseguiu essa vaga por ser formada em Letras!

Assim que chega na cidade, Anne consegue um quarto em uma casa na Rua dos Fantasmas. E como era muito comum para a época todas as casas terem nomes, assim como Green Gables, essa casa não era diferente, sendo chamada de Windy Poplars.

O livro é dividido em três partes: ano um, ano dois e ano três, que são os três anos de contrato que a Anne assinou com a escola.

Outro ponto importante sobre esse livro em particular é que ele é quase completamente composto por cartas enviadas da Anne para o Gilbert, que se mudou também para cursar Medicina. Eu gostei bastante desse formato, já que ele acaba trabalhando a relação dos dois, mesmo que à distância.

Claro que eu senti falta de algum romance nessas cartas, já que as páginas românticas eram sempre omitidas, e eles ainda avisavam que tinham omitido, bem frustrante.

Fora isso, esqueçam todos e todas as pessoas que conheceram até então na nossa jornada com Anne Shirley. Não teremos Diana, nem os vizinhos de Green Gables, muito menos as colegas de universidade nesse livro. Todos eles foram completamente deixados para trás. Anne ainda visita Green Gables diversas vezes durante o livro, mas as descrições focam muito mais nela aproveitando os momentos em casa, do que nas pessoas a sua volta.

Consequentemente, recebemos dezenas de personagens novos, como os Pringles, que são a elite de Summerside e fazem o primeiro ano de Anne na cidade um verdadeiro caos, as viúvas de Windy Poplars e Rebecca Dew, que recebem a professora de braços abertos, e é claro, a pequena Elizabeth.

Windy Poplars se torna um lar, não apenas para Anne, mas para nós leitores, que nos sentimos acolhidos e abraçados quando Anne senta em frente ao fogão de seu quarto na torre para observar o cemitério e ouvir o vento.

Esse é com certeza um dos meus livros favoritos até o momento, pois explora a fundo a vida de Anne como indivíduo, como adulta, finalmente desbravando o mundo e aprendendo com seus erros. Cada ligação que ela constrói com os residentes de Summerside é significativa e soma muito na história.

Me apeguei profundamente em diversos personagens, em Summerside e principalmente em Windy Poplars e nos pequenos detalhes da rotina de Anne, Rebecca, as viúvas e Rusty Miller, o gato que deu tanto pano pra manga.

Ao finalizar a leitura confesso que lacrimejei, sentindo o mesmo que Anne ao se despedir de seu novo lar. Concluímos essa parte da história com uma Anne madura, decidida, que encontra em seu prometido (Gilbert, é claro), um porto seguro no dia a dia, e anseia pela sua vida juntos.

É simplesmente APAIXONANTE!