“Cuidado com a fúria de um coração bondoso.” ― Hannah Nicole Maehrer, Aprendiz do Vilão
Que bom voltar pra casa! Quase 1 ano depois de ler o primeiro livro da trilogia Assistente do Vilão eu embarquei na leitura da sua continuação: Aprendiz do Vilão, e que saudade que eu tava!
Aprendiz do Vilão já começa com os ânimos lá em cima, após o Vilão ser capturado pelo rei Benedict e sua assistente Evie Sage ter ficado no comando da mansão e da Guarda Malevolente. No final do primeiro livro vimos nossa protagonista determinada a ultrapassar qualquer limite para resgatar o chefe e aqui descobrimos quais são esses limites…
Evie continua sendo o ponto alto da história, com sua personalidade forte, sua forma positiva de ver o mundo, bom humor, leveza, mas sem deixar isso a impedir de ser forte, determinada, inteligente e perspicaz. Ela é boa, mas ela não é boba e é isso que faz dela uma protagonista tão incrível e diferente das demais.
Falando de romance, após mais de 500 páginas de slow burn entre assistente e chefe, sinto informar que temos mais 500 páginas de slow burn entre assistente e chefe… eu não sou melhor do que ninguém e AMO um slow burn, mas nada me irrita mais do que quando o slow fica SLOW DEMAIS. E infelizmente a Hannah perdeu totalmente a mão. No segundo livro vemos os sentimentos entre os dois protagonistas ficando mais fortes e mais claros, mas eles parecem cada vez mais incapazes de se comunicar e colocar esses sentimentos em palavras e isso me estressa profundamente.
Romance a parte, Aprendiz do Vilão entra de cabeça na parte mais política e moral da história, mostrando como o Vilão acabou assumindo um papel na sociedade que não necessariamente lhe cabia, quando na verdade o verdadeiro vilão é outro. O livro mostra como existe uma linha tênue entre o que é bom e o que é mau e nem sempre as coisas podem ser preto no branco.
Amei acompanhar a Evie assumindo seu papel como aprendiz do Vilão, batendo no peito e com orgulho dos seus feitos maléficos, assim como amei poder conhecer mais sobre o passado e as histórias de personagens secundários, principalmente da Becky.
Eu amo ser uma pessoa que não adivinha as coisas. Nada pra mim é óbvio e tudo é uma surpresa. Então desde que o pai da Evie foi revelado como espião no fim do primeiro livro meu queixo ficou no chão praticamente o tempo todo com tanta revelação.
Não vejo a hora de saber o final dessa história, mas depois de 544 páginas e meses pra finalizar essa leitura (culpa da minha rotina, não da história), vou dar uma pausa no drama de Rennedawn.
Nota: ⭐⭐⭐⭐