Um belo dia acordei com vontade de tirar os sonhos da caixinha, coloca-los em prática, fazer com que a vida deixasse de ser um filme do qual eu nem sou a diretora, e então sai e gritei aos sete cantos o quanto eu sonhava alto e o quanto eu amava a vida.
E o resultado de todo aquele barulho foram pessoas negativas, pessoas pelas quais vocês só sente amor, que nunca desejou o mal, essas pessoas te sufocam, sufocam seus sonhos, te colocam pra baixo, te dizem não, criam histórias e suposições e chegam a conclusão de que sua vida será uma desilusão sem fim e de que o melhor jeito é o jeito deles.
O jeito deles é ficar quietinho, evitar mover o mundo, evitar mover a vida, deixar aquele fluxo planejado pela sociedade ir te levando, diretamente da escola para a faculdade, mesmo que você não saiba o curso que quer, depois para um emprego infeliz, porque aliás, se a faculdade em si já era infeliz, como exercer aquilo que aprendeu seria algo bom, não é mesmo? E ai a vida se passa, ano após ano, em um sobradinho no centro da cidade, aquela mesma cidade, que você sonhou tanto em deixar pra trás, como a sua cidade natal, mas não a que você ainda vive depois de anos. E esse é o plano bem traçado e seguro que o mundo joga sobre você. Uma história a qual você não se interessa nem um pouco em ler o final, uma história chata, um livro tão entediante que poderia simplesmente ser abandonado no fundo de uma prateleira mofada.
Se a sua vida fosse um livro, você o leria? Esse é o pensamento que deve nos guiar, cada decisão, cada escolha, cada luta, cada adversidade e cada pedra, ou pessoa no caminho, isso tudo vai formar um bom capitulo nesse livro? Se sim, não pense duas vezes, se jogue. Um bom autor não se inspira em livros mofados, livros que nunca nem sequer foram lidos. Um bom autor, escreve a própria história.





